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Seu Problema é Nosso23/06/2022 | 10h16Atualizada em 23/06/2022 | 10h16

Moradores pedem melhorias no Centro de Comunidade da Vila Floresta

Cecoflor está abandonado e em condições precárias, de acordo com quem frequenta o local; Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ) diz que o Centro está em processo de reestruturação

Moradores pedem melhorias no Centro de Comunidade da Vila Floresta Arquivo pessoal / Reprodução/Reprodução
Era costume da comunidade realizar jogos e campeonatos de futebol nos finais de semana no espaço, mas atualmente não é possível por conta do matagal e do abandono Foto: Arquivo pessoal / Reprodução / Reprodução

Um espaço que nasceu para levar esporte, lazer, recreação e atividades físicas à comunidade está, hoje, longe do objetivo inicial. 

Localizado na zona norte de Porto Alegre, o Centro de Comunidade da Vila Floresta (Cecoflor) foi criado em 1973. O espaço possui três quadras, um campo de futebol, canchas de bocha, piscinas, pracinhas, salões para diversas atividades e equipamentos de ginástica e musculação. 

Além dos serviços esportivos, o Cecoflor ainda abriga o Centro Dia do Idoso (CDI) Nascer do Sol e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Noroeste, que oferecem atendimento especializado e serviço para pessoas em situação de risco ou violação de direitos. Esses espaços também oferecem oficinas de cultura, lazer e educação física para a comunidade. 

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Apesar da estrutura convidativa, o Cecoflor está abandonado e em condições precárias, de acordo com quem frequenta o local. A assistente social Maristela Penteado, 48 anos, moradora do bairro Jardim Floresta, conta que há 10 anos utiliza o local. 

Entre as atividades favoritas de Maristela, estão as caminhadas diárias pelo centro e o uso da estrutura para exercícios físicos. Hábitos que relata não ter mais, ou fazer com menos frequência, pois as condições do Cecoflor acabam não permitindo a realização plena das atividades. 

– Está um matagal, a grama muito alta, não tem sido cortada. Não conseguimos caminhar mais ali. Tem muito mosquito, formigas e aranhas. Com a dengue por aí, seria prudente cortarem – observa. 

O mato alto levou alguns cidadãos a se mobilizarem e cortarem a grama do campo de futebol para conseguirem utilizar o espaço. Mas, onde Maristela costumava fazer suas caminhadas, segue sem cuidado.

Falta estrutura 

O porteiro Pedro Fallavena, 42 anos, residente do Jardim Floresta, diz frequentar o Cecoflor a vida toda. Desde jovem, ele usa o espaço para recreação e lazer. 

Ele relembra que era costume da comunidade realizar jogos e campeonatos de futebol nos finais de semana no espaço. E que a criançada costumava se divertir nos brinquedos e pracinhas. Por isso, lamenta a situação atual do centro. 

– As quadras não tem manutenção, a pracinha das crianças está se desmontando. Também falta pintura em todo o centro. De noite é perigoso, porque não tem iluminação. São três postes, e todas as lâmpadas estão queimadas. Um espaço ocioso desse tamanho deveria continuar sendo utilizado para o bem, mas infelizmente não tem condições de uso – analisa. 

Abandono 

Em busca de melhorias, Maristela foi ao centro para conversar com o coordenador responsável pelo Cecoflor. Porém, foi surpreendida com a informação de que o local estava sem coordenadores. 

A moradora, então, resolveu registrar reclamações junto ao canal 156 da prefeitura. Uma delas, aberta em 18 de maio, gerou o número 117341-22-36. Pedia a capina da grama alta. 

O protocolo foi encaminhado para o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que encerrou o pedido sem resolver o problema. À época, afirmou que “não foi possível atender a solicitação, pois não temos praça municipal registrada neste endereço”.

SMELJ: espaço está em fase de reestruturação 

Em nota, o DMLU explica que, “desde novembro de 2019, entrou em vigor o novo contrato de Serviço de Limpeza Urbana que impede o DMLU de trabalhar dentro de próprios municipais (prédios que pertencem ao município) ou conveniados. Para as áreas interessadas há o Registro de Preço. Portanto, cada entidade deverá planejar junto à sua secretaria”. 

Atualmente, o Cecoflor é atribuição da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ) e da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). A SMELJ cuida da coordenação, assim como das piscinas e equipamentos de esporte. Já a Fasc é responsável pela manutenção do Cras Nordeste e do CDI Nascer do Sol, assim como os entornos dessas unidades, que ficam dentro do complexo Cecoflor. 

As entidades afirmaram em nota que “a SMELJ está reestruturando o espaço, o que inclui melhorias no estado geral dos equipamentos de lazer e esporte”. E que “o contrato de capina e roçada foi assinado (com uma empresa) e logo em seguida começará a ser realizado”. 

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Dizem ainda que as áreas da academia e da piscina devem passar por reparos em breve para uso dos frequentadores. Conforme a coordenação administrativa da Fasc, responsável pela manutenção do entorno do Cras, está em dia o calendário mensal para reparos, podas, capinas e outros serviços. 

Sobre a manutenção e colocação de mais luminárias perto das pracinhas e do campo de futebol, a SMELJ ainda não havia respondido até o fechamento da reportagem. 

A respeito da falta de coordenadores do Cecoflor, a secretária da SMELJ, Débora Garcia, explica que o local está desde dezembro de 2021 sem um responsável pelo espaço por parte da SMELJ porque a unidade está em processo de reestruturação. Porém, a coordenação por parte da Fasc está funcionando normalmente.

Produção: Júlia Ozorio


 
 
 
 
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