"Se ela parar de fazer o trabalho dela, não terá o que comer dentro de casa", diz Juliana Paiva, sobre Luna, sua personagem na trama - Entretenimento

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Salve-Se Quem Puder26/03/2020 | 10h47Atualizada em 26/03/2020 | 11h17

 "Se ela parar de fazer o trabalho dela, não terá o que comer dentro de casa", diz Juliana Paiva, sobre Luna, sua personagem na trama

Novela terá o final de sua primeira fase neste sábado (28)

Em Salve-Se Quem Puder, que terá o final da primeira fase no capítulo deste sábado (28), devido ao surto de coronavírus, que paralisou as gravações, Juliana Paiva, 26 anos, tem duas identidades. Na primeira, anterior ao furacão que passou por Cancún, ela vive Luna, fisioterapeuta mexicana, filha de brasileiros. Depois de ter presenciado o assassinato do juiz Vitório (Ailton Graça), ela passou a se chamar Fiona, deixando para trás o pai Mário (Murilo Rosa) e o namorado, Juan (José Condessa). Na nova fase, ela conhece Téo (Felipe Simas), por quem se apaixona - no capitulo que deve ir ao ar amanhã (sexta), ele a pede em namoro durante o jantar em família. Na próxima fase da novela, ainda sem data para ir ao ar, ela deve seguir dividida entre seus dois amores. Para o Diário Gaúcho, ela elogiou muito seus parceiros de cena:

salve-se quem puder, juliana paiva.
Juliana faz sua quarta protagonista em novelas da GloboFoto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação

- O Zé (José Condessa, ator português), foi muito acolhido por toda a equipe, é um ator muito talentoso, uma grata surpresa. Os dois são personagens de muito bom coração. O Téo, por exemplo, arrisca a vida dele por uma desconhecida. Ele resgata a pessoa e é levado pelo furacão. A pessoa tem que ser muito humana para abrir mão da vida dela por uma desconhecida. Mas não tenho torcida, quero que o público embarque nessa história e se divida mesmo, adoro triângulo amoroso, em novelas, claro (risos) - assegura Juliana.

Em Salve-se Quem Puder, Juan (José Condessa) e Luna (Juliana Paiva).
Atriz não abre sua torcida por Juan...Foto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação
Téo (Felipe Simas) e Luna/Fiona (Juliana Paiva) em Salve-se Quem Puder
... ou TéoFoto: João Miguel Júnior / TV Globo,Divulgação

Nesta reta final, e na próxima etapa, Luna segue acreditando que sua mãe, Helena (Flávia Alessandra), a abandonou. No papo abaixo, Juliana, que tem feito postagens reforçando a importância do isolamento nestes momentos, fala sobre a força de sua personagem e sobre a relação com a mãe na trama. Confira!

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Esta é a tua quarta protagonista, a segunda seguida. Qual a diferença em relação à protagonista anterior (Marocas, de O Tempo não Para, de 2018)?

São muito diferentes. A Marocas era do século XIX, tinha personalidade e comportamento época, embora ela fosse uma personagem de vanguarda, era à frente do tempo dela. São personagens diferentes, ambas, talvez, sejam muito aguerridas, são mulheres de lutar pelo que acreditam. Porém, a Marocas tinha o conforto de uma família meio para- raio. Era um tempo onde um chefe da família comandava aquela família. E a Luna, em Salve-se Quem Puder, toma as rédeas da família dela, o pai está cadeirante, a mãe não é figura presente há muitos anos. 

Acaba sendo ela pela família toda...

Exato, é ela pela família, se ela parar de fazer o trabalho dela, não terá o que comer dentro de casa. Então, é nesse lugar mais de sobrevivência que a Luna atua. A Luna é pé no chão, a Marocas tinha um salto alto, embora fosse uma personagem muito humanitária, ela tinha até uma postura era mais rígida, coisa da época. E a Luna tem um suingue mexicano, a gente fala que ela não usa salto, ela é pé no chão total. Tudo isso é muito gostoso, foi bom de construir a personagem. 

As diferenças no texto, e na abordagem das duas novelas, que são completamente diferentes, devem aparecer para o ator...

O Tempo Não Para tinha um texto difícil, mas a gente soube lidar, fomos muito felizes naquela novela, foi um encontro muito especial, equipe fabulosa, tínhamos uma equipe fabulosa. O Tempo Não Para está guardado num lugar muito especial. Estávamos tratando da História do Brasil, isso era o grande barato, era interessante, porque eram os personagens vivos da História, era uma aula de historia interessante. Foi um desafio enorme como atriz, mas um prazer de ver que pessoas que não tiveram a oportunidade de estudo, estavam descobrindo a Historia do Brasil por meio do entretenimento com a gente.

Como foi a experiência de filmar em Cancún? 

Foi super bacana, ficamos lá cerca de uma semana. É um lugar paradisíaco. Como não tínhamos gravações noturnas,deu para conciliar. Quando tinha uma folga, dava para fazer uns passeios em lugares históricos. Cancun é lindo, como o público tem visto nos capítulos. 

E como tu te preparou para a personagem?

Fizemos muitas leituras. Salve-se Quem Puder é uma comédia com uma pegada meio Jennifer Aniston, meio Jennifer Lopez, naquela coisa dela camareira (no filme Encontro de Amor, de 2002, Jennifer Lopez vive uma camareira de um luxuoso hotel, mesma situação de Luna, que, antes do furacão, trabalhava como camareira em um resort de luxo). Tem um pouco dessas pitadas do México, das pessoas que eu encontrei,  de observar comportamento das pessoas na rua, para trazer esse molho mexicano para a personagem. E também tem pitadas de Juliana, ela é bem parecida comigo, em algumas coisas. 

E a relação dela com a ausência da mãe, Helena (Flávia Alessandra), como avalias?

É um misto de carência afetiva desde os quatro anos, misturada com uma mágoa muito grande. Uma coisa é um casal se separar,terminar um relacionamento, outra coisa é abrir mão de um filho, tem que ser algo muito forte. Tem muita coisa de raiva, mas também tem rancor. Ela pensa "quer dizer que você se esqueceu de mim, construiu um império, trata enteados como filhos, e me apagou da sua memória?". A Flávia Alessandra até já me disse isso: "a Luna olha para a Helena com um olhar forte, é quase um olhar de admiração com outro, de que parece que a pessoa quer me matar."

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Foto: João Miguel Júnior / TV Globo/Divulgação


E como vocês trabalharam essa questão da personagem no Programa de Proteção às Testemunhas, no qual a pessoa muda de identidade, de cidade, de Estado. Qual a parte mais complicada, tanto para a personagem, quanto para quem passa por isso?

A não comunicação deve ser uma coisa muito difícil. Não pode falar que você está viva, a sorte dela é que o Juan participar um pouco disso.  Você guardar um segredo já é difícil. Mas quando elas entendem que e pra salvar a família, é uma escolha pelo coração. Esse sacrifício é muito bonito. 


 
 
 
 
 
 
 
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