"A gente vai conquistando espaço", diz patrona dos Festejos Farroupilhas, sobre as mulheres no tradiocionalismo  - Entretenimento

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Piquetchê do DG15/06/2020 | 15h11Atualizada em 15/06/2020 | 15h11

"A gente vai conquistando espaço", diz patrona dos Festejos Farroupilhas, sobre as mulheres no tradiocionalismo 

Neste ano, com a indicação de Alessandra Carvalho da Motta, pela terceira vez na história, uma mulher está à frente dos Festejos Farroupilhas.

Com o tema Gaúchos sem Fronteiras e com a eleição da patrona Alessandra Carvalho da Motta, os gaúchos começam a viver o clima dos Festejos Farroupilhas de 2020. 

Alessandra Carvalho da Motta
Alessandra foi primeira prenda do Estado em 1986Foto: Reprodução / Facebook

O tema faz uma homenagem à particularidade do povo gaúcho de espalhar-se geograficamente pelo mundo, mas sem perder suas raízes culturais, de acordo com o vice-presidente do MTG, César Oliveira. 

- Com a expansão do agronegócio, há algumas décadas, os gaúchos ganharam o Brasil. Hoje, vemos centro de tradição gaúcha, inclusive, na China - afirma o músico e ativista cultural.

Neste ano, pela terceira vez na história, uma mulher é a patrona dos festejos. Alessandra, natural de Cachoeira do Sul, é formada em Direito pela PUC, especialista em Direito Penal e servidora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Atuou por mais de 20 anos como artista e ainda é bailarina, professora, avaliadora, coreógrafa, apresentadora, palestrante e pesquisadora. 

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- Recebi o convite com surpresa. Apesar de eu estar há muito tempo no meio, sou mais pesquisadora, palestrante, não é como um artista. Recebi esse convite e acertei compartilhar isso com as prendas, já que, nesse ano, pela primeira vez, não será realizada a Ciranda Estadual de Prendas (transferida para 2021 por conta da pandemia de coronavírus) - afirma a patrona, que foi primeira prenda do RS em 1986. 


Demora

Alessandra, que se mostra honrada ao ocupar o posto que já foi de nomes históricos do tradicionalismo, como Rodi Borghetti. Porém, é crítica ao comentar a grande desigualdade entre homens e mulheres no posto.

- É algo que vem acontecendo demoradamente. Muito lentamente, a gente vai conquistando esse espaço. Ninguém cede poder, a gente vai conquistando esses espaços. As mulheres estão conquistando seu espaço todo o dia.  Temos várias cavalgadas femininas, por exemplo - lembra ela. 

Sobre um dos grandes momentos dos Festejos, o Acampamento Farroupilha, de acordo com Alessandra, que tem formação em balé clássico, existe um posicionamento majoritário sobre a não-realização do Acampamento no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, na Capital. 

- Neste momento, esse é o posicionamento de 90% deles. Mas é um período de muita incerteza - finaliza.

 
 
 
 
 
 
 
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