Com risco de ruir, muro de colégio gera preocupação em Canoas  - Diário Gaúcho

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Seu Problema é Nosso25/04/2019 | 09h20Atualizada em 25/04/2019 | 09h20

Com risco de ruir, muro de colégio gera preocupação em Canoas 

Antes de uma reforma, a prefeitura terá que retirar as árvores que afetam a estrutura

Com risco de ruir, muro de colégio gera preocupação em Canoas  Caroline Tidra/Agência RBS
Rachaduras chamam a atenção de familiares de estudantes Foto: Caroline Tidra / Agência RBS

Quem passa pela calçada do Colégio Estadual Tereza Francescutti, na Avenida Rio Grande do Sul, bairro Mathias Velho, em Canoas, consegue ver as rachaduras e a inclinação do muro. O problema na estrutura que cerca a escola preocupa o motorista aposentado José Eloi da Silva Vargas, 72 anos. Ele é avô de um dos alunos do quarto ano. 

— O muro do colégio está quase caindo, e ninguém faz nada. É um perigo para as crianças e os pedestres que passam por ali, porque pode desabar — reclama o idoso. 

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Com cerca de 1.150 alunos nos três turnos, o colégio tem 51 anos de funcionamento. Já passou por um incêndio, nos anos 1980, e por reformas ao longo de sua existência. As marcas do tempo são notáveis por toda a estrutura, mas, em especial, no muro — que tem pelo menos 35 anos. 

O diretor da escola, Antão Tadeu Pereira Carpes, também preocupa-se: 

— Pais constataram a precariedade e o risco de o muro ruir. Partiu deles a reivindicação. Acho que fizeram bem, pois estão preocupados com seus filhos. 

Vegetais 

De acordo com a assistente financeira da escola, Berenice da Silva, em setembro de 2018, após pedido do colégio, uma engenheira da 11 ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop) esteve no local para avaliar o muro. Contudo, após a visita, a escola não obteve retorno. 

— A CRE (Coordenadoria Regional de Educação) nos informou, na última segunda-feira, depois de a reportagem ter procurado a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), que o pedido foi feito. Mas não recebemos número do processo — relembra o diretor. 

Segundo a direção da escola, o problema que impede a reforma são as árvores perto do muro. Para a construção ou mudança do cercamento, os vegetais devem ser retirados. Assim, a demanda também é de responsabilidade do município de Canoas. 

— Ontem (terça-feira), a Crop entrou em contato conosco, solicitando um ofício com o protocolo feito na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA). É necessária a avaliação do biólogo do município sobre a arborização. Percorremos vários lugares da cidade para obter esse ofício. Nós teríamos feito antes, se tivessem nos pedido esse protocolo — conta Berenice. 

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Árvore fica na área da escolaFoto: Caroline Tidra / Agência RBS

Biólogo da prefeitura visitou a escola ontem

A Seduc confirmou que a Crop fez vistoria no local e solicitou à prefeitura a retirada de duas árvores que fragilizam o muro e impedem a reforma. A Secretaria de Obras do Estado (SOP), que responde pela Crop, informou que “o primeiro passo é retirar as árvores”. Após, a Crop poderá pedir urgência na realização da obra.

Em nota, a prefeitura de Canoas afirmou que tomou conhecimento do assunto na tarde de terça, quando recebeu ofício da escola. O pedido solicitava uma avaliação das condições de árvores na parte interna do pátio do colégio.Ontem, a prefeitura enviou um biólogo da SMMA à escola para análise das árvores.  O profissional constatou "cinco espécies nativas e saudáveis". 

Além disso, a prefeitura autorizou o corte, "mediante laudo de engenheiro responsável e projeto de execução de reformas". A pasta compromete-se com a retirada, mas "necessita de documento do Estado garantindo os reparos". Até agora, a prefeitura recebeu apenas um pedido de vistoria da escola.

Produção: Caroline Tidra

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