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Seu Problema é Nosso22/04/2019 | 09h35Atualizada em 22/04/2019 | 09h35

Grupo de capoeiristas da Vila São Judas Tadeu, em Porto Alegre, consegue novos abadás para batizado

O professor de capoeira Adriano Vieira buscava contribuições, desde dezembro do ano passado, para a aquisição de abadás para crianças do projeto  

Grupo de capoeiristas da Vila São Judas Tadeu, em Porto Alegre, consegue novos abadás para batizado Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Cerimônia de batismo foi realizada no dia 14 de abril Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Uma união de solidariedade promoveu a compra de abadás — indumentária dos capoeiristas — para crianças do grupo de capoeira da Vila São Judas Tadeu, no bairro Partenon, em Porto Alegre. A edição de 27 de dezembro do Diário Gaúcho mostrou a campanha para aquisição do tecido destinado à confecção da vestimenta. Depois da publicação, o grupo recebeu doações e também arrecadou valores com uma rifa. 

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A iniciativa é um projeto social sem fins lucrativos conduzido pelo contramestre de capoeira Adriano Vieira, 38 anos. Ele, que trabalha como pintor predial, ensina o esporte voluntariamente há seis anos para crianças e jovens na sede da Associação de Moradores da Vila São Judas Tadeu (Amovita). 

— Foram poucas doações em dinheiro, mas contribuíram. Recebemos tatames usados e tivemos a venda das rifas de uma cesta de café. A comunidade também ajudou. Tudo que foi feito foi válido — relata a presidente da Amovita, Sandra Paim. 

Adriano acrescenta que recebeu a doação de vergas — peça do berimbau — que, após conserto, estão sendo usadas nas aulas. Jane Brochado, moradora da comunidade e voluntária do projeto, conta que, com as arrecadações, foram feitos 21 abadás. 

Segundo Sandra, o trabalho realizado por Adriano faz diferença na vida das crianças:

— Elas têm nele uma referência boa, um homem do bem. Além disso, os pequenos aprendem a ter disciplina e respeito. São transformados pelo esporte

Celebração 

Com a turma vestida a caráter, no dia 14 deste mês, ocorreu a cerimônia conhecida como batizado de capoeira — momento em que o aluno recebe a sua primeira graduação no esporte, representada por uma corda colorida. 

— A maioria dos alunos pegou a primeira corda, que é a verde. Outros receberam a corda verde-amarela. E os mais graduados, aqueles que fazem o projeto comigo desde o início, receberam a corda amarela — explica o contramestre. 

A cerimônia contou com a presença do mestre Luiz Antônio Loreto, conhecido como Militar, de Santa Maria, que ensinou para Adriano as técnicas e também oficializou o batismo dos alunos da Vila São Judas Tadeu. 

Alegria entre irmãos 

Os irmãos Erick Ryan, 10 anos, e Bryan Juliano Barros dos Santos, seis anos, fazem capoeira há mais de um ano. Segundo a mãe, Débora Barros, 31 anos, eles contam os dias para ir às aulas. No batizado, receberam o cordão verde. 

— Eles vão para a capoeira depois da escola. É muito bom que eles tenham essa ocupação porque, além de gostarem, aqui na vila não há outras atividades, nem pracinha. No dia do batizado, eles chegaram com a roupa preta de tanto jogar (capoeira) — conta ela. 

Erick e Bryan felizes com o batizadoFoto: Leitor DG / Arquivo Pessoal

Para conhecer e ajudar

O projeto segue com outras necessidades, como uma caixa de som — qualquer doação é bem-vinda.

/// Para conhecer o projeto ou realizar a entrega de doações, você pode ir à sede da Amovita (Rua Nelson Duarte Brochado, 24, bairro Partenon), em Porto Alegre. 

/// Mais informações pelo WhatsApp (51) 99838- 8637, com a colaboradora do projeto Jane Brochado. 

Produção: Caroline Tidra

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