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Empresa vencedora do edital recebe chaves do Viaduto Otávio Rocha e inicia ocupação de lojas revitalizadas

Após três anos e meio de obras, permissionários darão início à seleção de interessados nos 29 espaços revitalizados do local

26/05/2026 - 09h20min


Paulo Rocha
Paulo Rocha
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Paulo Rocha/Agencia RBS
Marti Mombelli (E), Adelino Bilhalva, Marcello Lima e André Hernandez (D) integram o consórcio vencedor do edital que definiu os permissionários do espaço.

Um novo capítulo da história do quase centenário Viaduto Otávio Rocha, no Centro Histórico de Porto Alegre, começou a ser escrito. Nesta segunda-feira (25), a prefeitura de Porto Alegre entregou as chaves ao consórcio vencedor do edital que definiu os permissionários do espaço, responsáveis pela gestão das 29 salas comerciais, banheiros e depósitos recém-reformados do empreendimento.

O consórcio é formado pelo Bar Justo e pelo Café Mal Assombrado, empreendimentos tradicionais do Centro Histórico. Ele ficará encarregado de administrar a sublocação dos 29 espaços. Segundo o edital, a gestão terá 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para colocar em funcionamento 85% das lojas. O consórcio afirma que 190 empreendimentos já manifestaram interesse em ocupar lojas no viaduto — procura que surpreendeu os empresários.

— Há bastante gente interessada. Infelizmente, a gente só tem 29 lojas, então será preciso fazer uma seleção, até porque algumas salas são muito pequenas, enquanto outras são maiores. Vai também da viabilidade de cada negócio de poder se instalar nesses espaços — afirma Marcello Lima, sócio-proprietário do Justo Bar.

As obras de revitalização do Viaduto Otávio Rocha foram concluídas no início de abril. As quatro escadarias internas, interditadas desde a década de 1980, foram reativadas e receberam cobertura de policarbonato, fechamento lateral em vidro e estrutura de alumínio, com o objetivo de oferecer mais segurança aos pedestres. Com isso, a Rua Duque de Caxias e a Avenida Borges de Medeiros passam a ter ligação direta.

Cinco anos de contrato 

Os permissionários e a prefeitura estabeleceram 27 tipos de negócios que poderão funcionar nas lojas, que possuem três configurações básicas de espaço: entre 9 m² e 12 m², de 14 m² a 18 m² e de 20 m² a 30 m². Com as chaves nas mãos, os permissionários iniciarão o chamamento dos interessados para discutir as propostas, levando em consideração o perfil do empreendimento e a capacidade de operação nas salas.

— Tem espaços que dá, tranquilamente, para fazer um mezanino. Isso vai ser uma novidade para muita gente, porque tu entras por uma portinha minúscula, que tu passa raspando a cabeça, e encontra um pé-direito altíssimo, que acompanha a subida da escadaria — explica André Hernandez, sócio-proprietário do Café Mal Assombrado.

Atualmente, a segurança do espaço é feita por uma equipe fixa da Guarda Municipal. Segundo a prefeitura, o poder público contratará uma empresa terceirizada e ficará responsável por manter a segurança do viaduto e dos empreendimentos.

— São espaços pequenos, então, se você encarecer para os permissionários, eles acabam não conseguindo suportar os custos. Dentro dessa governança, a empresa será bancada pela prefeitura, mas isso pode ser revisto no futuro — afirma o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.

Os vencedores da disputa ganharam 270 dias de isenção do aluguel. O contrato será de cinco anos, renovável por igual período. O valor do aluguel por todos os espaços do viaduto está fixado em R$ 33,9 mil.


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