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Despedida

Família que morreu após acidente na BR-116 é velada em Novo Hamburgo

Débora Juliana Marques, Neila Patrícia Gomes de Medina e Cecília Marques de Medina serão sepultadas neste sábado

16/05/2026 - 12h59min


Gustavo Gossen
Gustavo Gossen
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Alberi Neto/RBS TV
Funeral da família é realizado no Crematório e Cemitério Jardim da Memória, em Novo Hamburgo.

Amigos e familiares se despedem das duas mães e da menina de um ano que morreram em acidente na BR-116. O funeral de Débora Juliana Marques, Neila Patrícia Gomes de Medina e da filha delas, Cecília Marques de Medina, é realizado desde as 2h deste sábado (16) na Capela Ecumênica do Crematório e Cemitério Jardim da Memória, em Novo Hamburgo. O sepultamento está previsto para as 15h.

O acidente que levou à morte da família aconteceu no fim da tarde de quinta-feira (14). Um vídeo da câmera do caminhão envolvido na colisão mostra que elas seguiam no sentido Capital-Interior quando o carro invadiu a pista contrária. O motorista disse que não conseguiu parar a tempo.

Segundo investigações da Polícia Civil, as duas mulheres morreram no local. A bebê chegou a ser socorrida e transferida para Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto-Geral de Perícias para obter mais informações sobre as possíveis causas da colisão. Ainda segundo a polícia, não se sabe qual das mulheres dirigia o carro no momento do acidente.

Quem eram as vítimas

Neila Patrícia Gomes de Medina e Débora Juliana Marques, ambas com 39 anos, eram empresárias e desfrutavam de um sonho em comum e recentemente realizado: a maternidade. Cecília Marques de Medina foi muito planejada. Em março, completou um aninho e ganhou uma festa com a temática O Bosque das Fadas. Ela já caminhava e balbuciava as primeiras palavras.

— Eram sempre queridas e delicadas. Encontrei elas essa semana mesmo e disseram para a Cecília: "Diz para a tia a primeira palavra que tu aprendeu e ela respondeu direitinho: "Mamãe" — conta a amiga e vizinha Nelita de Melo, 58 anos.

Os mates compartilhados nos fins de tarde e as ações voluntárias encampadas pelo casal são lembranças compartilhadas pela vizinhança. Como atuavam no ramo de festas, a realização de aniversários, formaturas e casamentos proporcionaram alegria e memórias para centenas de pessoas.

No condomínio onde moravam havia 14 anos e onde vivem cerca de 1,2 mil pessoas, tinham como marca o bom relacionamento e capacidade de agregar pessoas.

— Elas ajudavam todo mundo e fazem parte da história de muita gente. Foram voluntárias durante a enchente (de 2024). Aqui, acompanharam as crianças crescerem e as pessoas comemorarem as suas datas mais especiais — afirma Daniele Muccillo, síndica do condomínio onde a família morava.

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