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Olha ele aqui novamente!

MC da VR retorna ao “Estrelas da Periferia” após 10 anos para inspirar quem sonha viver da música

Artista, que é uma das atrações da Muvuca Cultural no domingo, tornou-se referência para muitos jovens

25/03/2025 - 14h47min

Atualizada em: 25/03/2025 - 14h49min


Alexandre Rodrigues
Alexandre Rodrigues
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Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
MC da VR segue acreditando no poder da música.

Guilherme Alves da Roza, o MC da VR, participou do Estrelas da Periferia em 2015, aos 22 anos. Agora, 10 anos depois, o artista da Restinga está de volta. Nesse período, ele se tornou referência para muitos jovens que sonham em brilhar no funk. MC da VR lançou hits, dividiu palco com Thiaguinho, Belo e Mumuzinho, cantou no Planeta Atlântida 2024 e participou do Esporte Espetacular — por conta da música Paolo Guerrero, para o jogador peruano. Uma de suas maiores conquistas foi gravar o clipe de Caminho Errado dentro da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase).

— A letra foi comprada de um interno da Fase, para mostrar a ele que existem outras formas de ganhar dinheiro e vencer na vida sem o crime — destaca.

Hoje, MC da VR tem mais maturidade, mas segue acreditando no poder da música para transformar vidas, como aconteceu com ele. Nesta entrevista, ele avalia a carreira e deixa uma mensagem para quem sonha em brilhar nos palcos.

Como a importância de ter uma rede de apoio pode ajudar na carreira?
Essa é uma pergunta delicada. Quando você cresce na música, aparecem muitos falsos amigos. Quando minha música tocou pela primeira vez na Rádio Cidade e em outras emissoras, umas 20 pessoas apareceram no meu portão. Mas são poucos os que ficam quando a fase não é boa. Os que ficaram até hoje são poucos, mas verdadeiros, e me incentivam muito.

Sua trajetória mostra que acreditar no próprio talento pode mudar tudo. Que mensagem você deixa para os jovens que têm um sonho, mas ainda não tiveram coragem de apostar nele?
A mensagem que eu deixo pra essa rapaziada é sempre colocar Deus na frente de tudo e não deixar o medo travar. A maior parte da nossa vida depende de nós mesmos. Quando a gente sente dor, é a gente que sente, não o outro. Vão ter momentos em que estaremos sozinhos, só nós e Deus, e precisamos encarar, mesmo com medo.

O que podemos esperar do MC da VR para o futuro? Tem novos projetos ou lançamentos a caminho?
Fiquei meio parado por causa da minha mãe, que lutou durante uns seis anos contra o câncer — na verdade, foram dois cânceres. Esse período me deixou afastado, sem vontade de gravar. Mas, graças a Deus, minha mãe se curou, e agora estou voltando a produzir mais coisas, mais conteúdo e mais músicas. Inclusive, estou trazendo MCs novos para gravar comigo. Estou ajudando eles, e eles me ajudam também. Assim, todos caminham juntos pelo mesmo sonho, o mesmo objetivo.

Falando nisso...

Quem quiser ver MC da VR de perto já pode anotar na agenda: ele será uma das atrações da Muvuca Cultural, no próximo domingo (30), no Pavilhão Eco-sustentável da Cultura Hip Hop, na Restinga (Rua Imperador Hirohito, 385). 

O evento gratuito, promovido pela ONG Cirandar em parceria com a Nação Hip Hop Brasil e Arca 7 Produções, ocorre das 13h às 19h. Com rap, trap, samba e funk consciente, a Muvuca Cultural celebra a cultura local sob o lema Conexões Culturais na Base, oferecendo oficinas e atrações para todas as idades. Na programação, também estão confirmados Nega Daia, Jeff Conex, Thymen Dus Bang, Breaking Dance com Djan + Billy Anderson, Samba da Tarde, LC Advanced, Sandy Kyoko (oficina de grafite), DJ Mart (oficina de produção musical), B-Girl Ceia (oficina de breaking), Daniel Mendes (oficina de inteligência artificial), Slam Nação e Estúdio Móvel Gravaêh.

Aqui, o espaço é todo seu!

/// Para participar da seção, mande um histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, vídeos e telefone de contato para michele.pradella@diariogaucho.com.br.


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