Paixão Colorada
Nani Chemello: a peça-chave para a recuperação de Rafael Borré
O centroavante deixou o dele no empate contra o Flamengo, na quarta-feira, no Maracanã


A torcida sabe quando um jogador está mal por falta de vontade. Esse nunca foi o problema de Rafael Borré. Nunca faltou entrega e dedicação. Mesmo nos gols perdidos, nas chances desperdiçadas, nos passes errados, era nítido que estava tentando. E isso faz toda diferença.
Borré não é um jogador ruim, longe disso. Foi importante em grandes títulos do River Plate e do Frankfurt. Tem passagem pelo Atlético de Madrid e é figurinha carimbada na seleção colombiana. O currículo mostra que existe qualidade. Mas no ano passado as coisas não deram certo para ele, muito porque também não deram certo para o Inter.
Está diferente em 2026. Já nesse primeiro mês, o colombiano dá indícios de uma grande temporada. A bola parou de queimar, as finalizações vão na meta, os toques têm mais categoria. Claro que tem questões táticas que ajudam o atleta, mas atribuo essa recuperação à confiança. Tem dedo do treinador, mas tem de Abel Braga.
Em entrevistas, ainda antes do início do ano, Abel Braga deixou clara sua admiração pelo atacante. Após a partida contra o Monsoon, na estreia de Borré no ano, em que ele marca dois gols e dá uma assistência, as câmeras flagraram um longo abraço entre os dois. Após o Gre-Nal, os bastidores do Inter mostraram o diretor técnico o elogiando e seu nome sendo ecoado pelos companheiros no vestiário. Rafael Borré é peça chave para o ano colorado, e Abel Braga trabalhou nisso.
Já são cinco gols em cinco jogos, sendo 2 no clássico Gre-Nal e uma pintura contra o Flamengo em pleno Maracanã. Rafael Borré, até aqui, está sendo exatamente o que o torcedor pedia desde sua chegada: goleador.