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Tragédia em Santa Maria

Quatro feridos no incêndio da Kiss seguem internados em Porto Alegre

Quadro de saúde de todos os hospitalizados é considerado estável

19/05/2013 - 14h57min

Atualizada em: 19/05/2013 - 14h57min


Quase quatro meses depois da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, quatro feridos seguem internados em Porto Alegre. Três jovens estão hospitalizados no Hospital de Clínicas e uma, no Mãe de Deus.

O incêndio ocorreu em 27 de janeiro e fez a 242ª vítima na madrugada deste domingo. A jovem Mariane Wallau Vielmo, 25 anos, estava internada Hospital de Clínicas e morreu às 5h15min desta manhã. Natural de Santiago, na região central do Estado, Mariane era estudante de Sistemas de Informação no Centro Universitário Franciscano e deve ser sepultada nesta segunda-feira em Santa Maria.

No Hospital de Clínicas estão Renata Pase Ravanello, Cristina Peiter, e Marcos Belinazzo Tomazetti. Único homem hospitalizado, Marcos deu alta do hospital no dia 4 de abril e voltou a ser internado em 1º de maio por recomendação médica, quando esteve na instituição de saúde para fazer alguns exames de revisão.

No Mãe de Deus, está hospitalizada Ritchieli Pedroso Lucas. A irmã dela, Driele Pedroso Lucas, 23 anos, morreu em 7 de março e foi a 241ª vítima.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o quadro de saúde de todos os internados é considerado estável.

Em banco de dados, acompanhe a situação dos envolvidos na tragédia:

 

VÍDEO: a homenagem aos filhos de Santa Maria



Clique na imagem e confira o perfil das 242 vítimas:

 

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.

Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:


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