Obra de pavimentação da Estrada da Branquinha, em Viamão, é paralisada outra vez - Notícias

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Seu Problema É Nosso18/08/2020 | 07h00Atualizada em 18/08/2020 | 07h01

Obra de pavimentação da Estrada da Branquinha, em Viamão, é paralisada outra vez

Trabalhos, que iniciaram em  2014, deveriam ter sido finalizados em seis meses. Passados seis anos do início da empreitada, obra segue no esquema "começa e para", sem previsão para conclusão definitiva. 

Obra de pavimentação da Estrada da Branquinha, em Viamão, é paralisada outra vez Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Materiais ficam expostos na via Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Mais um capítulo iniciou na novela que envolve a obra de pavimentação da Estrada da Branquinha, em Viamão. O enredo já é um velho conhecido dos moradores da região: os trabalhos foram, mais uma vez, paralisados – e a novela em questão, que já foi mostrada pelo Diário Gaúcho outras vezes, parece estar longe do fim. 

Com 8km de extensão, a via é um dos principais acessos da Zona Rural do município. Desde 24 março de 2014, a comunidade espera pela conclusão da empreitada que levaria o tão sonhado asfalto para um trecho da estrada. Mas, o trabalho que deveria ter sido concluído em seis meses – em 24 de setembro de 2014, de acordo com a previsão inicial –, se arrasta até hoje, no melhor estilo “começa e para”. Agora, mais uma vez, a realidade é de abandono: paralisada desde o início do ano passado, a obra chegou a ser retomada em fevereiro deste ano, porém, em julho, parou novamente.

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Avanço dos trabalhos trouxe esperança, mas obra parou novamenteFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

– Agora, por último, parecia que a obra iria além, pois começaram a colocar até meio-fio. Mas, da mesma forma, parou de novo. O maior problema é que isso é dinheiro público indo pelo ralo, porque deixam material atirado na rua, que acaba ou sendo roubado, ou se deteriorando – relata o servidor público Marcelo Godoy, 40 anos.

“Entrar no mapa”

Morador da localidade desde que nasceu, Marcelo relata que, ao longo dos 40 anos vividos ali, muita coisa mudou na paisagem da Estrada da Branquinha. O que, antes, era uma área completamente rural, acabou por se urbanizar, com a chegada de novos moradores para a região. Contudo, na visão do morador, o crescimento populacional não veio acompanhado da infraestrutura necessária – de modo que, quem hoje vive no local, sente diariamente os impactos da falta de desenvolvimento. Entre eles, a buraqueira e o atoleiro em pontos da via.

Conquistada por meio da Consulta Popular do Estado – programa que destina recursos estaduais para investimento em diferentes empreendimentos nas 28 regiões do Estado, a partir do voto popular –, a obra de pavimentação trouxe esperança para a comunidade. Mas, diante da novela que se arrasta há mais de seis anos, sem perspectiva de chegar ao fim, o sentimento, agora, é de abandono.

– Esta é uma verba que foi conquistada, mas que, infelizmente, vem sendo mal gerida pelo poder público. Participei da votação da Consulta Popular e, quando houve a aprovação, gerou-se uma expectativa que, até hoje, permanece. A cada retomada, a gente pensa “agora vai”. Temos esperança de entrar no mapa da cidade, mas nos sentimos decepcionados – desabafa Marcelo.

Empresa pediu rescisão contratual

De acordo com a prefeitura de Viamão, a obra, que havia sito retomada em 4 de fevereiro deste ano, foi paralisada em 28 de julho, em razão de um pedido de rescisão contratual por parte da empresa contratada. Segundo a assessoria de imprensa, a prefeitura está analisando o pedido de rescisão e dialogando com a empresa executora, a fim de estudar a possibilidade de retomada das obras. 

Após o reinício dos trabalhos no local, a previsão de conclusão é de até três meses. Contudo, não foi informada uma expectativa para o reinício. Com 40% do projeto inicial concluído, a Estrada da Branquinha já recebeu um investimento de cerca de R$ 1,1 milhão. Com todos os serviços finalizados, o valor deve chegar a R$ 2 milhões – recursos financiados pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).

Produção: Camila Bengo

 
 
 
 
 
 
 
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