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Seu problema é nosso 19/09/2016 | 16h49Atualizada em 19/09/2016 | 16h49

Elza aguarda há dois anos para operar hérnia de disco com urgência 

Demora em realizar procedimento pelo SUS acabou agravando o quadro de saúde da servente de limpeza 

Elza aguarda há dois anos para operar hérnia de disco com urgência  Leitor DG / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Leitor DG / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Desde 2014, a servente de limpeza Elza Dinorá Batista Cheirolt, 52 anos, aguarda por uma cirurgia na coluna para tratar uma hérnia de disco extrusa. Ela descobriu a lesão após começar a sentir dores nas costas enquanto fazia a limpeza da escola onde trabalhava, em Gravataí. Foi em outubro do ano passado, já afastada pelo INSS por incapacidade de realizar as atividades, que Elza recebeu uma ligação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) informando que tinha uma consulta marcada com Grupo de Coluna do Serviço de Ortopedia e Traumatologia da coluna da PUC. 

A primeira ressonância feita por Elza, em 2014, foi paga, pois a demora em ser chamada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi maior do que a dor que ela sentia. O resultado: a necessidade urgente de operar a coluna para minimizar as consequências do problema. Elza encaminhou o pedido pelo SUS. 

Para ela, a demora teria piorado o quadro. De uma hérnia de disco avançou para hérnia de disco extrusa, que acontece devido a ausência de tratamento adequado para o tipo simples da doença.

— Quando eu comecei a fazer acompanhamento na PUC, o médico reforçou a urgência em realizar a cirurgia, mas não sei o que eles consideram urgente, pois estou esperando há quase três anos – queixa-se Elza.

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Em junho deste ano, ela foi chamada para fazer os exames pré-operatórios, com a garantia de que, em 15 dias, assim que um leito fosse liberado, ela seria, finalmente, operada. Até agora, porém a cirurgia não foi realizada.

– Primeiro alegaram falta de leito, depois de material, depois não faltava nada mas não sabiam explicar o motivo pelo qual eu não faria a cirurgia ainda – conta. 

As dores incessantes causadas pela hérnia impuseram diversas limitações na vida de Elza, que resume seu sentimento como tristeza.

– Hoje em dia eu preciso de ajuda para tudo, desde tomar banho e vestir uma roupa até as atividades da casa, como varrer e fazer arroz. Eu sempre fui ativa, trabalhei, e agora não posso mais fazer nada, não sou a mesma pessoa – diz.

Na semana passada, Elza entrou em contato com a SES mais uma vez para saber sobre a cirurgia. A resposta foi a mesma: sem previsão.

Hérnia na coluna de Elza se agravou pela demora

A assessoria de comunicação do Hospital São Lucas da PUC informou que ¿a paciente Elza Dinorá Batista Cheirolt encontra-se em acompanhamento pelo Grupo de Colunado Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Seu caso possui indicação cirúrgica, estando em lista de espera desde junho de 2016, inclusive com pacientes de maior gravidade. Na eventualidade de agravo de sua condição, poderá comparecer à consulta em caráter emergencial e, dependendo de avaliação, ter sua cirurgia antecipada". 

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