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Solidariedade17/03/2017 | 08h00Atualizada em 17/03/2017 | 08h00

Festa beneficente na Suíça arrecada R$ 5,4 mil para ajudar meninas que têm aulas de balé em Alvorada

Graças ao evento realizado em Genebra meninas da periferia de Alvorada terão seus figurinos de dança renovados para as aulas de 2017

Festa beneficente na Suíça arrecada R$ 5,4 mil para ajudar meninas que têm aulas de balé em Alvorada Robinson Estrásulas/Agencia RBS
Alunas da profe Clau aguardam ansiosas pela entrega dos novos figurinos Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS

Uma festa beneficente realizada em Genebra, na Suíça, vai renovar o figurino de 110 meninas de bairros da periferia de Alvorada que têm aulas de balé com Claudia Souza Malta Costa, 17 anos. Para estas garotas, o sábado se tornou o dia mais esperado da semana graças à disposição da profe Clau, como é chamada pelas suas alunas, em dar aulas no ginásio da Escola Estadual Maurício Sirotsky Sobrinho, no Bairro Maria Regina. Há cinco anos, ela abre mão do próprio final de semana para ensinar a dança para meninas que jamais imaginaram rodopiar de sapatilhas, meia-calça e collant cor-de-rosa.

Desde 2015, a dedicação de Clau chama atenção do analista de sistemas gaúcho George Fabris Justo, 41 anos, que mora em Genebra, na Suíça, e conheceu o projeto por intermédio de reportagens feitas pelo Diário Gaúcho em 2014. Em junho de 2015, ele fez uma doação de 60 collants e 40 sapatilhas para as alunas de Clau, que arrastavam os pezinhos com meias nos pés e roupa improvisada. Em novembro do ano passado, conheceu o projeto pessoalmente e foi homenageado pelas meninas. Agora, promoveu um evento para arrecadar dinheiro para o Grupo Independance. 

Há cinco anos, Clau (no meio), dá aulas de balé aos sábados para garotas da periferia de Alvorada Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS


Realizada em 26 de janeiro, a festa arrecadou R$ 5.427. Gorge conseguiu outros 25 doadores, entre os quais brasileiros, franceses, espanhóis, italianos, suíços, austríacos, britânicos e mexicanos. Além destes, outros quatro amigos de São Paulo e uma amiga de Porto Alegre – que George conheceu na Suíça, mas que já voltaram a morar no Brasil – contribuíram. A ideia era envolver pessoas de Genebra com o projeto de Alvorada:

— Esse tipo de projeto tem muito apelo aqui (na Suíça). Além disso, estive em Alvorada em novembro, então o pessoal confia mais. São todos amigos ou conhecidos meus, colegas de trabalho, pessoas que eu contei sobre a iniciativa e que se encantaram. Foi muito legal. Todos se impressionaram com o projeto. Eu expliquei o preço de um par de sapatilhas, quantas meninas fazem parte, fiz bastante propaganda. 

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"Extensão de mim"


O valor foi suficiente para comprar 110 collants e a mesma quantia de sapatilhas. Na quarta-feira, parte das garotas foi conferir com Clau como ficaram as peças encomendadas em uma loja de Alvorada, que serão entregues para as meninas no dia 1º de abril. Com o restante do valor, Clau vai registrar o grupo para que, com o CNPJ, elas possam começar a receber doações formais.

Com o ensino médio concluído, a adolescente dividirá o tempo do ensaio com a faculdade de Administração, que iniciou neste semestre. Além do curso, pretende fazer um estágio para bancar aulas de balé particulares na Capital. Ela garante que nem pensa em desistir da dança nessa nova fase:

— Se eu não tivesse iniciado a dança, minha vida seria muito vazia. Isso acaba sendo uma extensão de mim.

Foto: Robinson Estrásulas / Agencia RBS


Lições para a vida

Vindas dos Bairros Algarve, Salomé, Maria Regina e Umbu, as meninas são dividas em três turmas por faixa etária. As alunas têm entre seis e 16 anos. O maior desafio, segundo Clau, é ensinar as mais pequenas.

— Elas são mais dispersas, não tem tanta atenção, mas eu ensino elas a esperaram sua vez.

A liderança que a Clau exerce sobre as alunas faz com que as meninas se espelhem no exemplo da profe.

 — A dança exige força, atenção e disciplina. É no ensaio que escolho as que terão destaques nas apresentações, então elas tem que dar tudo de si.

As alunas mais antigas no grupo garantem que aprenderam lições que não irão mais esquecer:

— A gente aprende disciplina para a escola e para a vida. Eu também perdi a vergonha, no começo não conseguia nem falar — compara Melissa do Nascimento Krupp, 15 anos, há cinco no grupo.

Clau vê nas doações uma possibilidade de começar o quinto ano de dança com energia renovada:

— A gente percebe que ele (George) acredita no nosso potencial. Tem gente daqui da cidade que não reconhece nem para comprar uma rifa. 

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