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Seu problema é nosso03/07/2017 | 08h16Atualizada em 03/07/2017 | 08h18

Deficientes físicos, casal faz campanha na internet para arrecadar R$ 14 mil e trocar cadeiras motorizadas

Pais de dois filhos, Lino e Adriana precisam das cadeiras para trabalhar e levar as crianças na escola

Deficientes físicos, casal faz campanha na internet para arrecadar R$ 14 mil e trocar cadeiras motorizadas Arquivo pessoal/Leitor/DG
Foto: Arquivo pessoal / Leitor/DG

Um encontro inesperado pela extinta rede social Orkut, em 2006, uniu o técnico em informática Lino Fabiano Freitas Paixão, 39 anos, de Alvorada, e a vendedora Adriana Brand Baptista, 37 anos, que morava em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Cadeirantes – Lino tem distrofia muscular não qualificada, uma doença degenerativa que vai parando os movimentos do corpo, e Adriana é portadora de meningomielocele, uma má-formação na coluna vertebral que a impede de caminhar desde que nasceu –, eles têm batalhado juntos há 11 anos por uma vida melhor.

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A fim de facilitar sua mobilidade nas ruas, o casal está fazendo uma vaquinha para arrecadar R$ 14 mil. Com o dinheiro, eles pretendem comprar duas cadeiras motorizadas novas, pois as que têm estragam com frequência. Nos últimos dois meses, Adriana precisou parar de trabalhar como ambulante no Centro de Alvorada, onde a família vive, para a cadeira ficar no conserto. Porém, quando foi devolvida, seguiu estragada.

Sem condições

O desejo deles é adquirir duas unidades do modelo Ottobock B400. Vivendo apenas do dinheiro das vendas de bijuterias e cosméticos e de trabalhos que Lino consegue na área de informática, o casal, que tem dois filhos – Nicolly, nove anos, e Gabriel, seis – não consegue pagar pelas cadeiras. A campanha foi lançada na internet no dia 13 de junho e se estenderá até o dia 11 de outubro. Na manhã desta segunda-feira, o valor arrecadado chegava a R$ 1.050.

— A Adriana precisa trabalhar e levar as crianças na escola. E eu já estou em estado de tetraplegia, só mexo as mãos, e muito pouco. Por isso, as cadeiras motorizadas são tão essenciais — diz Lino.

Como ajudar

- Vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/casal-de-cadeirantes-precisam-de-ajuda

- Conta bancária: na Caixa Econômica Federal, agência 0430, conta corrente 00007925-9, operação 023, em nome de Adriana Brand Baptista.

- Caso precise do CPF para depósito ou queira falar com o casal, entre em contato pelo telefone (51) 98516-8891 ou pelo WhatsApp (51) 98520-8577.

Começo do namoro foi pela internet

Lino e Adriana namoraram pela internet durante seis meses, até se conhecerem pessoalmente. Pouco tempo depois do primeiro encontro, no Rio de Janeiro, onde Adriana morava, ela fez as malas e veio morar no Rio Grande do Sul com o amado. Desde então, eles têm vencido uma barreira por vez.

Foto: Arquivo pessoal / Leitor/DG

Os limites de locomoção não impediram o casal de formar uma família. Os filhos, não planejados, são a maior realização da vida deles.

— Quando soubemos que a Adriana estava grávida, ficamos assustados. Tínhamos medo das doenças que nossos filhos poderiam ter, de como iríamos criá-los. Nossas famílias também ficaram receosas. Depois que vimos os rostinhos deles, nos apaixonamos. São crianças saudáveis, incríveis. A Nicolly e o Gabriel mudaram a nossa vida, são a melhor parte de nós — conta Lino, encantado.

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Pelo programa Minha Casa Minha Vida, a família conseguiu adquirir um apartamento adaptado em 2014, e segue mostrando que ter uma deficiência não é empecilho para viver.

— Perguntei para a Nicolly se ela sentia vergonha de nós, por sermos cadeirantes. A resposta dela me mostrou que estamos no caminho certo. Ela disse: "Não, pai, pelo contrário, sinto orgulho do quanto vocês são especiais" — conta Lino.


 

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