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Seu problema é nosso22/08/2017 | 10h20Atualizada em 22/08/2017 | 10h20

Morador de Esteio espera há dois anos por avaliação para cirurgia

Para ter uma melhor condição de vida, Tiago precisaria amputar o membro e utilizar uma prótese

Morador de Esteio espera há dois anos por avaliação para cirurgia Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Para brincar com a filha e o enteado, muletas são necessárias  Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Morador do Bairro Parque Amador, em Esteio, Tiago da Silva Alves, 25 anos, aguarda por uma cirurgia há mais de dois anos. Ele nasceu com má-formação congênita, o que afeta os dedos das mãos e, principalmente, sua perna esquerda, cuja mobilidade é reduzida. Para ter uma melhor condição de vida, Tiago precisaria amputar o membro e utilizar uma prótese. 

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Sofrendo com as dores causadas por uma ferida na perna afetada pela deficiência, ele sai de casa diariamente para ir até a Estação Canoas da Trensurb. Lá, fica na passarela, onde pede ajuda financeira de quem passa. 

Mobilidade 

Com benefício social negado e tentando recorrer da decisão na Justiça, ele vive com a esposa, Ana Paula Spalding, 33 anos, e duas crianças — a filha, Agatha Spalding da Silva Alves, três anos, e o enteado, Alexandre Spalding Patias Borsoi, 12 anos. 

A esposa conta que sonha em ver o marido podendo andar de mãos dadas com a filha. Hoje, ele depende de muletas para se locomover. 

— Se a gente conseguisse fazer esse tratamento e comprar a perna mecânica, ele teria uma qualidade de vida muito melhor — conta Ana Paula. 

Demora 

Há cerca de dois anos, Tiago procurou atendimento no seu posto de saúde de referência em Esteio. De lá, foi encaminhado para uma consulta com especialista em outra unidade básica. Neste local, foi agendada uma consulta com a equipe médica do Hospital Universitário de Canoas, onde o caso seria analisado. 

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Ele só foi chamado para essa consulta em outubro do ano passado, cerca de um ano depois de ter o pedido encaminhado. 

Feitos a consulta e os exames, Tiago deveria ter sido chamado novamente ao hospital para que um especialista avaliasse os laudos e marcasse ou não a cirurgia. Porém, até hoje, ele aguarda por essa chamada. 

Consulta prevista para o fim do mês 

A assessoria de imprensa do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), que administra o Hospital Universitário (HU) de Canoas, explicou que o local tem um elevado número de pacientes à espera de consultas com especialistas. E, para diminuir essa demanda, o hospital está priorizando casos de urgência e emergência – o que não é a situação de Tiago. 

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Porém, como a consulta dele foi realizada em 25 de outubro de 2016, a Central de Regulação do HU entrará em contato para que ele tenha a sua avaliação agendada. A data prevista é 31 de agosto, às 11h30min. 

*Produção: Alberi Neto


 

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