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Seu problema é nosso12/09/2017 | 09h28Atualizada em 12/09/2017 | 09h28

Loteamento com 900 famílias só recebe 12 consultas médicas por mês, em Viamão

Segundo moradores, há quase vinte anos eles são atendidos mensalmente em um ônibus da prefeitura

Loteamento com 900 famílias só recebe 12 consultas médicas por mês, em Viamão Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Os moradores do Loteamento Jardim do Cocão, em Viamão, estão enfrentando uma situação complicada quando o assunto é o atendimento médico. Eles são atendidos mensalmente por uma unidade móvel da Secretaria de Saúde do município — um ônibus que vai até o local e onde era feita a distribuição, segundo moradores, de 15 fichas para consultas médicas, realizadas no interior do veículo. 

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Porém, há cerca de dois meses, conforme o eletricista Adão Jorge de Mattos Santana, 50 anos, o número de fichas foi diminuído para oito por mês. Moradores reclamam que essa quantidade de consultas não é capaz de abranger a população do loteamento, formada por cerca de 900 famílias. Líder comunitário no Jardim do Cocão, Adão conta que a situação de quem vive por lá está complicada há muito tempo. 

— Com exceção da escola de ensino fundamental, não temos nenhuma outra instituição pública aqui. Um bairro que existe há mais de 30 anos e não tem nem um posto de saúde — reclama. 

Durante as visitas do ônibus, os moradores precisam esperar na rua pelo chamado do médico. Muitos ficam sentados na calçada. Cadeirantes são atendidos na rua, já que o veículo não é adaptado. 

Duas horas 

Adão explica que quem precisa de atenção médica fora da data de visita tem que ir até a região central de Viamão. E, de ônibus, essa viagem demora cerca de duas horas. 

— É um absurdo, não tem uma linha que passe aqui e vá até o Centro. De carro, a viagem dura 20 minutos — conta o morador do loteamento. 

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Conforme Adão, há cerca de 20 anos, os vizinhos podiam buscar atendimento médico em uma unidade básica em Alvorada, que fica perto do local. Porém, no início dos anos 2000, diz o morador, essa medida foi proibida, pois cada paciente deveria procurar atendimento em uma unidade do seu município de referência. Os moradores estão tentando conseguir, por meio de pedido junto ao Ministério Público, a construção de um posto de saúde. 

Secretaria admite que houve redução no número de atendimentos médicosFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Prefeitura sabe que atendimento é insuficiente 

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o atendimento aos moradores do loteamento é feito de forma itinerante, uma vez por mês, por meio da unidade móvel. 

Porém, diferentemente do que diz o morador, afirma que são oferecidas 12 consultas com clínico geral. Também são realizadas "as consultas de enfermagem, ou seja, exames preventivos de câncer de colo de útero", no total de dez por mês. Além disso, a equipe faz a entrega de medicamentos, conforme receita, e a solicitação de exames de mamografia. 

A Secretaria admitiu que houve redução no número de atendimentos em função da saída de um profissional técnico e que sabe que as consultas ofertadas são insuficientes para atender à demanda. Por isso, estão "tentando captar um novo profissional médico". 

Como alternativa, a prefeitura orienta os moradores a buscar a UBS Orieta ( Rua Orieta, 220), que fica a 8,8km do Jardim do Cocão, ou a UR Centro ( Rua José Garibaldi, 470), localizada a 9,3km do loteamento. Casos emergenciais devem ser encaminhados à UPA 24 Horas ( Parada 36) ou acionar o Samu por meio do telefone 192. 

No momento, a prefeitura não tem previsão de construir uma unidade básica de saúde na região do Jardim do Cocão.

*Produção: Alberi Neto 

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