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Seu problema é nosso27/10/2017 | 09h55Atualizada em 27/10/2017 | 09h55

Bebê que perdeu a mãe e precisa de leite em pó mobiliza corrente de solidariedade

Depois de ser publicada no DG, a reportagem sobre Nicolly, que perdeu a mãe dois dias depois de nascer, mobilizou centenas de doações

Bebê que perdeu a mãe e precisa de leite em pó mobiliza corrente de solidariedade Félix Zucco / Agência RBS/Agência RBS
A avó Ireni, com Nicolly no colo, e o pai, Samuel, com o filho mais velho, Lucas, receberam centenas de doações Foto: Félix Zucco / Agência RBS / Agência RBS

As duas peças da casa onde o auxiliar de serviços gerais Samuel Machado Vilas Nova, 26 anos, vive na Vila São Pedro, no Bairro Partenon, em Porto Alegre, estão quase pequenas para a quantidade de doações que ele recebeu nos últimos quatro dias. 

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O mutirão de solidariedade surgiu após a publicação de reportagem da seção Seu Problema é Nosso, na segunda-feira passada. A matéria contou a história da filha caçula de Samuel, Nicolly da Silva Machado. 

O bebê perdeu a mãe, a auxiliar de serviços gerais desempregada Cristiane da Silva Palhano, 21 anos, com apenas dois dias de vida e, sem o leite materno, precisava do leite em pó Nan para ser alimentada. Desde que a história foi publicada, no jornal impresso e no site do DG, o telefone do pai não parou mais. Somente ontem, ele recebeu 400 mensagens por WhatsApp. No Facebook do DG, a publicação teve quase 3 mil compartilhamentos

Para dar conta, tem ficado acordado até de madrugada, respondendo todas as pessoas interessadas em ajudar: 

— Recebi mensagens e ajuda de gente de São Paulo, Bahia, Florianópolis e até da Alemanha. Nem acreditei. Pessoas de fora e de Porto Alegre ajudam com tudo que conseguem. 

Mais de cem latas de leite em pó foram doadas, sem contar as fraldas e roupinhasFoto: Félix Zucco / Agência RBS

"Não fazia ideia" 

Nicolly já ganhou mais de cem latas de 400g e 800g gramas de leite Nan. A quantidade de fraldas descartáveis, Samuel sequer consegue contabilizar. Os pacotes estão acomodados sobre os dois roupeiros — um deles, aliás, completamente cheio de roupinhas que a menina também recebeu. 

— Não fazia ideia de que receberia tanta coisa, achei que ganharia algumas latinhas. Meus colegas de trabalho me ajudaram, toda hora o telefone toca, gente querendo vir aqui conhecer ela, trazer alguma ajuda — emociona-se Samuel. 

"Ainda existem muitas pessoas boas" 

Samuel conta que Cristiane teve uma gravidez tranquila. Deu à luz Nicolly no dia 11, no Hospital Fêmina. Ela amamentou a menina uma única vez e, dois dias depois, após uma grave hemorragia no útero e três paradas cardíacas, acabou falecendo. Além de Nicolly, a mãe deixa Lucas Rafael, quatro anos. 

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— Depois do menino, nosso sonho era ter a menina. Ela estava realizada — lembra o auxiliar de serviços gerais.

Ontem, Samuel obteve a confirmação da licença-paternidade. Até fevereiro, poderá ficar em casa, cuidando do bebê. Ao olhar para tudo o que já recebeu, nem acredita que conseguiu tanto em tão pouco tempo: 

— Depois de tudo isso, dá para acreditar que ainda existem muitas pessoas boas no mundo. Minha filha, que é tão pequena, conseguiu mobilizar tanta gente! 

Nicolly mama, aos cuidados da avó Ireni, do mano Lucas e do pai, SamuelFoto: Félix Zucco / Agência RBS

Samuel recebe um salário mínimo (R$ 937) por mês e conta apenas com a ajuda da mãe de Cristiane, Ireni Terezinha Silva Santos, 63 anos. A avó passa o dia em função da neta: 

— Queria que a minha filha estivesse aqui, junto com a gente. Mas toda essa ajuda acaba consolando — diz a avó. 

Saiba como ajudar

— Quem quiser ajudar Nicolly e sua família pode entrar em contato com Samuel pelo telefone (51) 98169- 9917. 

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