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Seu problema é nosso25/10/2017 | 09h21Atualizada em 25/10/2017 | 09h21

Buraqueira deixa comunidades sem ônibus em Porto Alegre

As condições das estradas nas regiões da Extrema e do Canta Galo estão tão ruins que os ônibus que atendem a área não saíram da garagem

Buraqueira deixa comunidades sem ônibus em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Empresa que opera na região se nagou a rodar com as vias na condição atual Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Quem acordou antes de o sol nascer para pegar ônibus nas comunidades da Extrema e do Canta Galo, no bairro Lami, extremo sul da Capital, ficou na parada. Isso porque as condições das estradas na região estão tão ruins que os ônibus que atendem a área não saíram da garagem ontem. 

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— Fui para a parada às 5h, cansei de esperar, perdi o dia de trabalho. Até agora (meio-dia), nem um ônibus passou — diz a doméstica Marli Vieira dos Santos, 46 anos. 

Quem mora na região e usa o transporte público para se deslocar depende de duas linhas alimentadoras — que fazem trajetos entre uma comunidade e um terminal de ônibus —, a A70/Extrema e a A74/Canta Galo/Extrema, operadas pela empresa Belém Velho. Segundo a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), as duas linhas atendem, diariamente, cerca de 500 pessoas. 

1,5km a pé 

Moradora da Estrada da Extrema, Marli conta que os problemas nas vias prejudicam a população do local há bastante tempo: 

— Todo ano é assim. Sempre que chega a época dessas chuvas fortes, a estrada fica ruim, e a prefeitura não passa a patrola. 

Ainda segundo a doméstica, há mais de três meses, as estradas não são patroladas. E a falta de manutenção deixa o trajeto dos ônibus, que deveria ser feito em 20 minutos, durar quase uma hora. 

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— O problema não é só para os ônibus: nem de carro dá para sair de casa — aponta Marli. 

A professora Elen Lima, 33 anos, também sofre diariamente para ir ao trabalho em uma escola infantil no bairro Ipanema. Moradora da Estrada Armando Inácio da Silveira, ela conta que precisa sair ao menos meia hora mais cedo de casa para passar pela buraqueira e não chegar atrasada no serviço. 

— Com a decisão da empresa de suspender a circulação dos ônibus, minha sogra, que faz quimioterapia, teve que caminhar até o terminal de ônibus, que fica a mais de 1,5 quilômetro da nossa casa, para poder trabalhar — reclama Elen. 

Elen enfrenta a buraqueira diariamente para conseguir ir ao trabalhoFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Estragou 

Marli ainda recorda que, ontem, um ônibus quebrou em função da buraqueira. A ATP, que representa as empresas de transporte da Capital, confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, "por falta de condições de tráfego nas vias, as linhas precisaram ser suspensas". 

A entidade também afirmou que ocorreu a quebra de componentes da suspensão de um ônibus em função dos buracos nas vias que fazem parte do trajeto das alimentadoras. Ainda segundo a entidade, "enquanto não houver condições de trafegabilidade em segurança, as linhas não tem como circular". Para a ATP, o mau estado das vias pode provocar um acidente. 

Prefeitura atrasa pagamento 

A prefeitura da Capital, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), informou que as dificuldades financeiras enfrentadas pela administração municipal motivaram o atraso nos pagamentos à empresa que faz terraplenagem na Zona Sul, em áreas como a Extrema e o Canta Galo. Porém, segundo a prefeitura, o pagamento foi regularizado. A previsão é de que a manutenção das estradas seja retomada até a próxima sexta-feira. 

Sem resposta A assessoria também foi questionada sobre se a prefeitura fará algo para que os moradores não fiquem sem ônibus, mas, até o fechamento desta reportagem, a pergunta não havia sido respondida. 

*Produção: Alberi Neto 

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