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Seu problema é nosso05/10/2017 | 09h39Atualizada em 05/10/2017 | 09h39

Moradora de Alvorada está há um ano esperando consulta com gastroenterologista

A espera está sendo tão grande que a paciente teve que refazer o requerimento que tinha vencido

Moradora de Alvorada está há um ano esperando consulta com gastroenterologista Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Maria espera há um ano por consulta para poder iniciar seu tratamento Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Maria Loraci Pereira Baunhardt, 64 anos, é auxiliar de cozinha aposentada, mora no bairro Umbu 2, em Alvorada, e, em agosto de 2016, foi diagnosticada com hepatite C. Desde então, batalha para conseguir consulta com um gastroenterologista e exames essenciais para o seu tratamento. A espera está sendo tão grande que teve que refazer o requerimento que tinha vencido. 

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— Já tenho 64 anos, não posso esperar todo esse tempo. Preciso desses exames para continuar o tratamento — conta Maria. 

Inicialmente, quando recebeu o diagnóstico, no posto Nova Americana, a médica clínica geral solicitou a consulta com um especialista em Gastroenterologista, que cuida do sistema digestório — órgãos como boca, esôfago, estômago e fígado, sendo este último o principal afetado pela doença. 

Assim, poderá investigar a evolução da doença em seu corpo, e tratar de acordo com a necessidade. Depois de uma espera de mais de um ano, Maria conseguiu marcar os exames de sangue, urina e fezes para o dia 1º de novembro. 

Entretanto, a importante consulta com o gastro, que vai dar início ao tratamento, ainda não tem previsão para ser realizada. 

— Tudo que eu como faz mal, tenho muita azia e refluxo, preciso dormir escorada. Acho que é problema no fígado — relata Maria. 

Diagnóstico 

A hepatite C é causada pelo vírus VHC, que é transmitido principalmente por sangue contaminado. A infecção pode acontecer através do contato sexual e por via perinatal (da mãe para filho), durante a gravidez e o parto, assim como pelo compartilhamento de seringas, agulhas ou de instrumentos para manicure, pedicure, tatuagem e colocação de piercing. 

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Normalmente, não são apresentados sintomas visíveis, e a maioria dos portadores só percebe que está doente anos após o contato com o vírus, quando já apresenta um quadro grave de hepatite crônica com risco de desenvolver complicações, como cirrose, câncer no fígado e insuficiência hepática. 

Ao contrário dos tipos A e B, ainda não existe vacina contra a hepatite C, mas ela é uma das poucas enfermidades crônicas que pode ser curada. Quando não é possível, o tratamento busca conter a progressão da doença e evitar as complicações. 

— Por enquanto, não faço nenhum tratamento, tenho que esperar a consulta com o gastro e os exames. Não estou tomando nenhum remédio — explica Maria. 

Prefeitura não deu resposta sobre caso 

Até o fechamento da reportagem, a prefeitura de Alvorada não deu uma resposta em relação à demora para realizar os exames e a consulta de Maria Loraci Pereira Baunhardt. A assessoria de comunicação explicou que o responsável pela área da saúde, que esclareceria a situação, esteve em reunião com gestores durante todo o dia. 

*Produção: Letícia Gomes

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