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Seu problema é nosso04/10/2017 | 09h48Atualizada em 04/10/2017 | 09h48

Menino precisa de leite especial para se alimentar em Gravataí

A história já foi contada no Diário Gaúcho de 24 de janeiro. À época, Victor estava havia três meses sem receber o alimento especial

Menino precisa de leite especial para se alimentar em Gravataí Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Menino foi orientado por nutricionista, diz a mãe Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Portador de Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1, Victor Alex da Silva Ribeiro, nove anos, tem dificuldades para se alimentar. Segundo a mãe do garoto, a vendedora autônoma Patrícia da Silva Ribeiro, 40 anos, há três meses, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) não está entregando o leite especial Fortini, do qual Gabriel precisa. 

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Moradora do bairro Passo da Caveira, em Gravataí, a família passou por problema parecido no início deste ano. A história foi contada no Diário Gaúcho de 24 de janeiro. À época, Victor estava havia três meses sem receber o alimento especial. 

A AME tipo 1 é uma doença degenerativa, sem cura, que atrofia os músculos e afeta, principalmente, os pulmões. Victor utiliza um aparelho de ventilação mecânica durante todo o tempo para conseguir respirar. Como o menino não tem força para a mastigação, Fortini é o único alimento que usa, via sonda. A falta faz com que ele perca peso e enfraqueça. 

— Toda a evolução que conquistamos ao longo do tratamento é perdida rapidamente quando ele deixa de se alimentar corretamente — explica a mãe. 

Leite inadequado 

Conforme Patrícia, o leite que é entregue pela Farmácia do Estado, o Trophic Infant 380g, contém soro de leite e açúcar — diferentemente do Fortini. A nutricionista que atende o garoto no Hospital da Criança Conceição, na Capital, explicou à mãe que este tipo de leite pode, no futuro, fazer com que Victor desenvolva diabetes e tenha aumento de colesterol. 

— Na outra vez em que faltou o Fortini e deram o Trophic Infant, o colesterol do Victor foi a quase 300, quando o normal para uma criança da idade dele seria menos que cem — recorda Patrícia. 

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Além disso, Patrícia conta que a Farmácia do Estado também diminuiu o número de latas entregues para Victor, sem justificativa. Há três meses, ele recebia 19 latas de Fortini de 400g. Agora, a quantidade foi diminuída para 15 latas de Trophic Infant de 380g. Ou seja, o garoto não recebe o suficiente para um mês completo de tratamento. 

Por meio de doações, Patrícia conseguiu algumas latas de Fortini, mas o lote está acabando. A última lata deve durar mais alguns dias. Depois disso, a incerteza quanto à alimentação de Victor preocupa a mãe. 

SES: sem escolhas por marcas 

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) esclarece que, conforme a Lei de Licitações, para compra das fórmulas nutricionais, não é possível fazer escolhas por marca comercial. Além disso, os fornecedores são habilitados para atendimento dos descritivos nutricionais das fórmulas. 

De acordo com a área técnica da SES, o produto fornecido anteriormente para Victor contém 0,6% de lactose, "enquanto o produto atual possui zero lactose, o que é o correto para o caso destes pacientes". 

Assim, a SES acredita que "a reclamação não confere com os dados nutricionais e descritivos da fórmula". 

*Produção: Alberi Neto 

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