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Seu problema é nosso04/10/2017 | 09h48Atualizada em 23/08/2018 | 14h30

Menino precisa de leite especial para se alimentar em Gravataí

A história já foi contada no Diário Gaúcho de 24 de janeiro. À época, Victor estava havia três meses sem receber o alimento especial

Menino precisa de leite especial para se alimentar em Gravataí Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Menino foi orientado por nutricionista, diz a mãe Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

CORREÇÃO 

A respeito de afirmações feitas na reportagem "Victor precisa de leite especial", publicada na edição de 4 de outubro de 2017, a Prodiet Nutrição Clínica, fabricante do produto Trophic Infant, esclarece que algumas informações são equivocadas. 

1) A informação de que o produto é impróprio ao paciente, definido pela reportagem como "Leite inadequado", não tem respaldo científico.  2) A afirmação que liga diabetes e aumento de colesterol ao produto não procede por três motivos: – Trophic Infant é constituído de 53% de carboidratos, valor que respeita as principais recomendações para crianças até 10 anos, estabelecido pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral ( SBNPE), que é de 45% a 60%. – Contém proteína do soro de leite, que, por sua vez, é reconhecida por inúmeras propriedades como antiinflamatórias, imunoestimuladoras, antioxidantes, hipotensoras e antidiabética. Possui uma composição de aminoácidos que regulam a insulina, mantendo- a em níveis saudáveis. – O aumento de colesterol poderia se dar pelo consumo em excesso de lipídios. No caso do Trophic Infant, a quantidade é de 35% de lipídio e 7% de gordura saturada, o que também obedece às recomendações das principais entidades mundiais de nutrição enteral. 3) Quanto à afirmação de que o Trophic Infant causa aumento de colesterol, esclarece- se que o Trophic Infant atende todas as recomendações de lipídios de entidades referências internacionais. 

A informação incorreta esteve no texto entre às 9h48min de 4 de outubro de 2017 e às 14h30 de 23 de agosto de 2018. O texto já foi corrigido e a versão final é esta abaixo. 

Portador de Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1, Victor Alex da Silva Ribeiro, nove anos, tem dificuldades para se alimentar. Segundo a mãe do garoto, a vendedora autônoma Patrícia da Silva Ribeiro, 40 anos, há três meses, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) não está entregando o leite especial Fortini, do qual Gabriel precisa. 

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Moradora do bairro Passo da Caveira, em Gravataí, a família passou por problema parecido no início deste ano. A história foi contada no Diário Gaúcho de 24 de janeiro. À época, Victor estava havia três meses sem receber o alimento especial. 

A AME tipo 1 é uma doença degenerativa, sem cura, que atrofia os músculos e afeta, principalmente, os pulmões. Victor utiliza um aparelho de ventilação mecânica durante todo o tempo para conseguir respirar. Como o menino não tem força para a mastigação, Fortini é o único alimento que usa, via sonda. A falta faz com que ele perca peso e enfraqueça. 

— Toda a evolução que conquistamos ao longo do tratamento é perdida rapidamente quando ele deixa de se alimentar corretamente — explica a mãe. 

Conforme Patrícia, o leite que é entregue pela Farmácia do Estado, o Trophic Infant 380g. A mãe conta que a Farmácia do Estado também diminuiu o número de latas entregues para Victor, sem justificativa. Há três meses, ele recebia 19 latas de Fortini de 400g. Agora, a quantidade foi diminuída para 15 latas de Trophic Infant de 380g. Ou seja, o garoto não recebe o suficiente para um mês completo de tratamento. 

Por meio de doações, Patrícia conseguiu algumas latas de Fortini, mas o lote está acabando. A última lata deve durar mais alguns dias. Depois disso, a incerteza quanto à alimentação de Victor preocupa a mãe. 

SES: sem escolhas por marcas 

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) esclarece que, conforme a Lei de Licitações, para compra das fórmulas nutricionais, não é possível fazer escolhas por marca comercial. Além disso, os fornecedores são habilitados para atendimento dos descritivos nutricionais das fórmulas. 

De acordo com a área técnica da SES, o produto fornecido anteriormente para Victor contém 0,6% de lactose, "enquanto o produto atual possui zero lactose, o que é o correto para o caso destes pacientes". 

Assim, a SES acredita que "a reclamação não confere com os dados nutricionais e descritivos da fórmula". 

*Produção: Alberi Neto 

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