Mãe aguarda perícia em carro usado no tratamento da filha há mais de um mês, em Viamão - Notícias

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Seu problema é nosso13/03/2018 | 09h54Atualizada em 15/03/2018 | 14h53

Mãe aguarda perícia em carro usado no tratamento da filha há mais de um mês, em Viamão

O Logan prata, ano 2016, é essencial para o transporte entre consultas e exames da filha de Gissele, Amanda Moreira, 13 anos, portadora de autismo

Mãe aguarda perícia em carro usado no tratamento da filha há mais de um mês, em Viamão Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Carro é usado nos deslocamentos para consultas médicas de garota autista Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Primeiro foi o trauma de ter o automóvel roubado. Depois de o carro ter sido achado, a funcionária pública Gissele Steindorff Tavares, 41 anos, vive o drama da longa espera pela perícia. 

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O Logan prata, ano 2016, é essencial para o transporte entre consultas e exames da filha, Amanda Steindorff Moreira, 13 anos, portadora de autismo. 

A moradora de Viamão foi assaltada no bairro Augusta Meneguine, em 6 de fevereiro, e ainda aguarda pela liberação do veículo, que precisa passar por uma vistoria balística – sem data para acontecer. 

— O assalto foi muito traumático. Mas essa demora é agoniante, preciso muito do veículo para levar a Amanda na APAE e fazer as coisas da casa — explica Gissele. 

A funcionária pública estava fazendo compras quando foi anunciado o assalto. Gissele e o funcionário da loja foram rendidos e presos em uma pequena sala do estabelecimento, enquanto dois jovens levaram o carro. 

Três dias depois, o veículo foi recuperado, e a família recebeu uma carta do Detran informando que "estaria à sua disposição para retirada". 

Gissele e a filha, AmandaFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Espera 

Chegando na delegacia que acompanha o caso, a mãe foi informada de que era necessário aguardar a perícia balística, que não tinha data para ser feita. Mesmo após inúmeros pedidos, Gissele e o marido não receberam uma previsão. 

— Eles só dizem que temos que esperar. Mas, enquanto isso, a Amanda perde os atendimentos que precisa e toda a nossa rotina é prejudicada — conta a funcionária pública. 

O ponto de ônibus é longe, e Amanda, em decorrência do autismo, tem dificuldades em usar o transporte público lotado. São 30 minutos diários de caminhada até a escola onde Gissele trabalha e a filha estuda. As idas na APAE, as consultas médicas e as atividades extracurriculares estão em pausa por tempo indeterminado. 

— Não só tive o susto do assalto: tenho essa agonia, sem saber quando a situação vai se resolver — desabafa Gissele. 

Veículo não tem previsão de liberação 

O Departamento de Criminalística do Instituto Geral de Perícias (IGP) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há laudos pendentes na área de balística em relação ao carro de Gissele. 

O órgão informou que é o laudo de Exame Pericial em Numeração Identificadora de Veículos Automotores (EPNIVA), realizado para detectar fraudes na numeração do chassi, que está pendente. O IGP alegou que tem muitos pedidos em espera e, mesmo com a urgência da situação, não há previsão para o exame. 

Em nota, o instituto explicou que certas perícias de domínio da EPNIVA requerem carta-laudo, um documento que precisa ser requerido junto ao fabricante do veículo. A média de espera nestes casos é de 70 dias. Outros atendimentos dependem da agenda, estabelecida por ordem de chegada, sem a possibilidade de afirmar um prazo.

*Produção: Leticia Gomes 

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