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Seu problema é nosso05/06/2018 | 09h32Atualizada em 05/06/2018 | 09h32

Família espera liberação de benefício do INSS desde fevereiro, em Porto Alegre

Em constantes contatos com o órgão, a resposta era sempre a mesma: "os documentos estão em análise"

Família espera liberação de benefício do INSS desde fevereiro, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Previsão de resposta era para o início de maio Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Em fevereiro deste ano, inesperadamente, a vendedora Rosemery Ribeiro Silva, 53 anos, perdeu seu pai, Sérgio Rodrigues da Silva, vítima de um ataque cardíaco. Além das despesas funerárias, outro gasto afetou o orçamento da família.

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Sérgio e a mãe de Rosemery, Teresa Ribeiro Silva, 79 anos, moravam juntos no bairro Medianeira, na Capital. Porém, depois da perda do marido e sem condições de viver sozinha, Teresa foi para uma clínica de atendimento a idosos. 

A aposentadoria do falecido pai ajudaria na cobertura dos gastos com a internação e medicamentos. Entretanto, a demora do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) para liberar o benefício tem causado problemas à família. 

Contas 

— Eu sou vendedora em uma loja, ganho um salário suficiente apenas para me sustentar. Desde fevereiro, estou tendo que custear também a internação e os medicamentos da minha mãe, as prestações do apartamento onde meus pais viviam e as despesas do funeral. É difícil, não entendo por que está demorando tanto para o INSS liberar o benefício — conta Rosemery.

Sérgio e Teresa haviam financiado o apartamento no bairro Medianeira. Além disso, possuíam um veículo. Agora, para não deixar que os bens da família sejam perdidos, Rosemery tenta pagar do bolso as despesas. 

Seus irmãos, que moram em outras cidades, têm condições financeiras limitadas. Apenas um irmão, morador de Santa Catarina, ajuda nas contas do mês com uma parte do valor gasto mensalmente para os cuidados da internação de Teresa, que custam cerca de R$ 2 mil. 

— Gostaria de poder cuidar da minha mãe, mas não tenho condições. Trabalho o dia todo, então, estou sempre fora de casa, e ela precisa de cuidados médicos, por isso fica na clínica. Essa incerteza de quando ela vai ter direito ao que é dela está deixando tudo mais complicado — explica a vendedora. 

Reclamações 

Nessa rotina de espera pela liberação da aposentadoria, Rosemery já se acostumou a ligar diariamente para o INSS. Entre reclamações registradas na ouvidoria do órgão e conversas com atendentes, ouve sempre o mesmo posicionamento: 

— Dizem que os documentos estão em análise. Desde fevereiro em análise. Porque tanta demora? 

Benefício foi liberado, diz INSS 

Na sexta- feira passada, o Diário Gaúcho entrou em contato com a assessoria de imprensa do INSS. Em nota, o órgão respondeu, no fim da tarde de ontem, que o processo de requerimento do benefício à mãe de Rosemery constava no sistema como concluído e concedido. 

Entretanto, o órgão não esclareceu quando isso ocorreu e quando os valores serão disponibilizados para Teresa, viúva de Sérgio.

*Produção: Alberi Neto

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