Moradora de Porto Alegre precisa de doações para realização de cirurgia abdominal - Notícias

Versão mobile

 

Seu problema é nosso09/07/2018 | 09h51Atualizada em 09/07/2018 | 16h58

Moradora de Porto Alegre precisa de doações para realização de cirurgia abdominal

Com obesidade mórbida de grau III, Bruna precisa de ajuda para realizar uma Dermolipectomia Abdominal Higiênica, cirurgia que remove o excesso de pele na região da barriga

Moradora de Porto Alegre precisa de doações para realização de cirurgia abdominal Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Recepcionista busca ajuda para conseguir custear cirurgia Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Na busca de uma melhor qualidade de vida, a recepcionista Bruna Guterres, 31 anos, precisa de ajuda para realizar uma cirurgia que a auxilie na perda de peso. Com 1m53cm de altura e 148 quilos, a recepcionista tem o Índice de Massa Corporal (IMC) de 63,2, o que configura obesidade mórbida de grau III. 

Leia mais
Após reportagem, moradora de Eldorado do Sul consegue receber aposentadoria
Isolada há um ano, marquise no Centro não tem previsão de obras, em Porto Alegre
Paciente com má-formação espera por consulta com dentista em Cachoeirinha

Diante da demora da fila do Sistema Único de Saúde (SUS), que deu um prazo de espera médio de mais de dois anos para o caso, Bruna e uma amiga foram atrás de outras alternativas:

— Minha amiga estava preocupada, pois tenho muitos problemas para respirar durante a noite. Então, ela disse que esse era o ponto final, que encontraríamos uma forma de me ajudar. 

Agora, Bruna está arrecadando verba para passar por uma Dermolipectomia Abdominal Higiênica, cirurgia que elimina o "avental", que é o excesso de pele na região da barriga. Como trabalha em uma clínica de saúde, em Porto Alegre, a recepcionista recebeu a notícia de que o cirurgião e a empresa abririam mão do pagamento, de cerca de R$ 20 mil. Ficando, apenas, o valor do bloco cirúrgico e do anestesista, cerca de R$ 3.500. 

— Pra mim, o peso e o cheiro são os problemas. A pele que tenho na barriga fica com um cheiro forte, mesmo limpando de hora em hora — relata Bruna. 

Perdas 

Tia de cinco crianças, de quatro meses a 10 anos, Bruna se sente triste por não conseguir brincar com eles, devido a falta de energia. 

— O mais desesperado é sentir dores, odores e não ter mobilidade. Não conseguir fazer o que mais amo no mundo, que é brincar com os meus sobrinhos — conta Bruna. 

A recepcionista conta que sente dores no peito e falta de ar nas brincadeiras: 

— Quando fui ensinar a Sofia a andar de bicicleta, passei dias com dor nas costas. Em uma guerra de travesseiros, por exemplo, logo sinto falta de ar. 

Preconceito 

Bruna conta que, durante o Ensino Médio, tinha sobrepeso e sofria bullying por isso. Apesar disso, ela relata que sempre teve muitos amigos e se destacava pelo seu jeito de cativar amigos. Depois de terminar a escola, ela fez um teste e treinamento para trabalhar em uma empresa da Capital. Porém, um dia antes de iniciar o trabalho, teve uma notícia desanimadora pelo RH: 

— Eles disseram que não poderiam me contratar por não ter uniforme no meu tamanho — lembra. 

Em outra situação, Bruna deparou com o preconceito dentro do transporte público: 

— Uma senhora passou por mim e disse que pessoas como eu não deveriam sair de casa, pois só servíamos para atrapalhar ocupando o lugar dos outros. 

Sem reação na hora, a recepcionista relatou o ocorrido nas redes sociais. 

— Minha sobrinha de 10 anos ficou sabendo, chorou muito e me pediu para não ser mais gorda, pois não queria me ver sofrendo. Aquilo foi um choque, porque percebi que o problema não afeta só a mim, a minha saúde, mobilidade, relacionamentos e reposicionamento no mercado de trabalho. Isso é algo que abala meus familiares também. 

Caso não é prioridade 

Pelo SUS, tempo médio de espera pela operação é de 837 diasFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS) informou que os prazos para cirurgia bariátrica variam conforme as necessidades de saúde de cada paciente. A assessoria de comunicação explicou que é levada em conta a avaliação realizada pelo profissional de saúde. 

Nesta especialidade em específico, a prioridade é de casos que causem problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Segundo a SMS, Bruna não se enquadra na prioridade. Para este procedimento, tempo médio de espera é de 837 dias. 

Saiba como ajudar

— É possível doar por meio de depósito bancário no banco Itaú, agência 6972, conta 07006- 1, em nome de Bruna Gabrielle Guterres dos Santos, CPF 012.987.750-60.
— Ou contribuir pela vaquinha online.

*Produção: Eduarda Endler

Leia outras notícias da seção Seu Problema é Nosso


 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros