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Seu problema é nosso28/08/2018 | 09h38Atualizada em 28/08/2018 | 09h38

Cadeirante encontra dificuldades para circular pelo bairro onde mora, em Porto Alegre

Morador do Lami há três anos, aposentado por invalidez, Igor Saldanha precisa lidar com os constantes alagamentos e o lamaçal que se forma a cada chuva que atinge a cidade

Cadeirante encontra dificuldades para circular pelo bairro onde mora, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Igor tem de enfrentar aguaceiros e lamaçais Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

O cadeirante Igor Felipe Lessa Saldanha, 28 anos, não sabe mais a quem recorrer diante dos problemas que enfrenta para circular pelo Acesso F da Estrada Otaviano José Pinto. Morador do bairro Lami, em Porto Alegre, há três anos, aposentado por invalidez, ele precisa lidar com os constantes alagamentos e o lamaçal que se forma a cada chuva. Seu meio de locomoção, a cadeira de rodas, costuma não resistir: 

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— Nos últimos três anos, troquei três vezes de cadeira. Andar por aqui é pedir para estragar, mas não tenho como passar por outro local. 

Entre elas, havia, inclusive, uma cadeira de rodas motorizada. Porém, a água e o barro logo afetaram o funcionamento da máquina, que acabou estragando, para a decepção de Igor. Agora, ele usa uma cadeira comum, que movimenta com a força dos braços. 

O rapaz crê que a razão pela qual ocorrem alagamentos na rua onde mora é a falta de uma rede pluvial para escoar a água da chuva. 

Sem vazão 

Igor explica que os moradores chegaram a fazer valetas nos extremos da pista para dar vazão à água. Porém, em alguns pontos, obstruções interrompem o fluxo e geram pontos de retenção da água. 

— Por ser uma região mais baixa, demora muitos dias até secar. Aí, fica um barral, complica muito a circulação de todos que moram aqui na região — relata o cadeirante. 

A sensação de abandono é recorrente para o morador da Estrada Otaviano José Pinto. A falta de ações do poder público incomoda há bastante tempo. 

— Um morador até tentou tomar a frente, representar o bairro e tentar pedir auxílio da prefeitura. Ele nunca foi atendido, acabou desistindo e se mudando aqui do bairro — explica Igor.

Situação de abandono é recorrente para os moradores da regiãoFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Obras ainda estão em fase de projeto 

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim) informou ter conhecimento dos problemas na região. Segundo a pasta, no local, se faz necessária "a implantação de infraestrutura adequada com redes de drenagem e pavimentação". Porém, os serviços dependem de verbas e de projetos específicos. Por enquanto, as obras estão em fase de desenvolvimento dos projetos. 

A Smim informou ainda que não há falta de patrolamento na região e que já existe um novo contrato em andamento, com a realização rotineira de serviços. A pasta explicou que o patrolamento não pôde ser realizado no local citado na reportagem porque depende "de limpeza e desobstrução de valos para escoar a água que se acumula na pista". A Smim argumentou que este serviço é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb)

Por sua vez, a SMSUrb explicou que o contrato atual de dragagens, necessário para a limpeza de valas existentes na Capital, está sendo finalizado com foco na limpeza do Arroio Dilúvio, ao longo da Avenida Ipiranga. 

Segundo a pasta, um novo contrato, previsto para ser licitado no último trimestre de 2018, contemplará locais com necessidade de limpeza. Entretanto, não foi especificada uma previsão para que a Estrada Otaviano José Pinto seja atendida. 

A SMSUrb alerta que "diversas residências da região canalizaram as valas com canos de diâmetro inferior ao necessário para o local, potencializando os alagamentos". 

*Produção: Alberi Neto

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