Morador de Cachoeirinha aguarda desde março por cirurgia para amenizar sequelas de acidente - Notícias

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Seu problema é nosso10/08/2018 | 09h21Atualizada em 10/08/2018 | 09h21

Morador de Cachoeirinha aguarda desde março por cirurgia para amenizar sequelas de acidente

Edson teve uma lesão no plexo braquial, um grupamento complexo de nervos que dá origem a cinco estruturas responsáveis pela sensibilidade nos membros superiores

O pintor industrial desempregado Edson Teixeira Lopes, 31 anos, sofreu um acidente de moto em fevereiro de 2015. Ele teve uma lesão no plexo braquial, um grupamento complexo de nervos que dá origem a cinco estruturas responsáveis pela sensibilidade nos membros superiores. Os movimentos de seu braço esquerdo foram comprometidos, e ele precisava fazer uma cirurgia com urgência para que o problema não se tornasse permanente. 

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Edson conta que aguardou por um ano pela cirurgia que poderia trazer de volta os movimentos de seu braço. Porém, a demora pode ter influenciado na ineficácia do procedimento. 

Agora, Edson sente fortes dores, que passaram por diversas tentativas de cura — sem sucesso. O paciente aguarda, desde março, por uma drezotomia, cirurgia que, segundo Edson, tem riscos. Entre eles, paralisar todo o lado esquerdo de seu corpo, disseram os médicos. Mas ele prefere arriscar. 

— Essas dores me impedem de ter uma rotina normal. Sinto muita dificuldade em fazer atividades comuns, que eu fazia normalmente antes do acidente. Quando volto para casa de alguma saída, preciso dormir por duas horas para me reestabelecer — conta Edson. 

Edson aguarda desde março por cirurgia Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Reabilitação 

Além das dificuldades que enfrenta, Edson relata que é hiperativo e passou por um período de depressão, pois estava sem perspectivas profissionais. A situação só mudou quando conseguiu participar da reabilitação oferecida pelo INSS, que forneceu um curso técnico em Administração para que ele possa se reinserir no mercado de trabalho: 

— Me formo no início de 2019 e tenho muito medo de não conseguir aliviar essas dores que sinto. Quero muito trabalhar, não consigo ficar parado, mas, com as dores, eu não tenho condições. 

Edson recebe toda a ajuda que precisa de sua mãe, que tem 67 anos e é aposentada. Os dois moram sozinhos em Cachoeirinha e contam um com o outro no dia a dia. 

Prefeituras e Estado não esclarecem caso 

Ao ser questionada sobre o encaminhamento para a cirurgia de Edson, a Secretaria da Saúde de Cachoeirinha afirmou que não há nenhum registro no sistema sobre isso, e orientou que a reportagem entrasse em contato com o Estado, que deu a mesma resposta. 

Edson foi novamente no posto onde o médico que preencheu o laudo atua e, lá, recebeu a resposta de que está nas mãos de Porto Alegre. 

A Secretaria de Saúde de Porto Alegre, por sua vez, explicou que as demandas que eles recebem são divididas com o Estado, e, portanto, a demanda do paciente é responsabilidade da Secretaria de Saúde do Estado. 

*Produção: Juliana Agne 

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