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Seu problema é nosso27/09/2018 | 09h50Atualizada em 27/09/2018 | 10h42

Buraco na calçada atrapalha pedestres há dois meses, em Porto Alegre

Há dois meses, parte da rede pluvial da Rua Desembargador Espiridião de Lima Medeiros, no bairro Três Figueiras, rompeu, causando a abertura de um buraco no passeio

Buraco na calçada atrapalha pedestres há dois meses, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Buraco surgiu após rompimento da rede pluvial Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

O empresário Marcus Dornelles, 33 anos, precisou mudar a rotina de chegada dos funcionários da empresa que ele administra no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre

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Há dois meses, o portão de pedestres do local ficou obstruído após parte da rede pluvial da Rua Desembargador Espiridião de Lima Medeiros romper, causando a abertura de um buraco na calçada. 

— Começou com uma fissura pequena, do tamanho de uma bola de futebol. Mas, pouco tempo depois, se abriu. Ficou um buraco com cerca de um metro de profundidade — recorda o empresário.

Para driblar o percalço causado pelo problema, Marcus precisa utilizar o portão elétrico — que deveria ser acionado apenas para entrada de veículos — a cada vez que alguém precisa entrar ou sair do local.

Ele reclama que a situação, além de gerar um consumo maior de energia elétrica, também prejudica o equipamento que, com uso mais frequente, acaba tendo maior desgaste. 

— É um custo extra que está sendo causado por uma situação que a prefeitura deveria resolver — aponta Marcus. 

Contatos 

Desde que o buraco surgiu no caminho, Marcus vem tentando contato com o administração municipal para pedir o conserto da calçada e da rede pluvial. Entretanto, as empreitadas não surtem efeito. Uma das mais recentes tentativas foi pedir o auxílio da imobiliária responsável pelo local. 

— Eu pago aluguel aqui. Então, até a imobiliária tentou contato direto com a prefeitura, mas não adiantou — reclama Marcus. 

Na semana passada, o empresário conseguiu falar com um responsável da Divisão de Manutenção de Águas Pluviais (DMAP) e ouviu como promessa que o conserto iria acontecer na terça-feira passada.

Entretanto, Marcus segue convivendo com o problema na sua calçada: 

— Continuo esperando alguém da prefeitura aparecer aqui para resolver isso. 

Greve de funcionários terceirizados impede respostas sobre o caso, diz prefeitura

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) informou que os funcionários da empresa que faz manutenção das redes pluviais do município estão paralisados. 

A prefeitura garante que não há atrasos nos pagamentos por parte da administração pública, mas, sim, da empresa terceirizada para com seus funcionários. Em razão disso, a secretaria alegou que não tem como responder os questionamentos ligados ao problema na Rua Desembargador Espiridião de Lima Medeiros. 

A pasta salientou que a legislação que rege a relação do poder público com seus fornecedores determina que "não poderá nenhuma empresa paralisar o serviço antes de um prazo de 90 dias sem receber e, mesmo assim, embasado em decisão judicial". 

Por isso, a SMSUrb destacou que a terceirizada já foi notificada pela paralisação irregular e que "poderá sofrer as sanções previstas em contrato".

*Produção: Alberi Neto

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