Esgoto vazando há quatro anos preocupa moradores do bairro Belém Novo, na Capital - Notícias

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Seu problema é nosso24/09/2018 | 10h10Atualizada em 24/09/2018 | 10h12

Esgoto vazando há quatro anos preocupa moradores do bairro Belém Novo, na Capital

Sujando o solo, exalando odor e atraindo moscas, o problema vem tirando a paz dos moradores há quatro anos

Esgoto vazando há quatro anos preocupa moradores do bairro Belém Novo, na Capital Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Foco de mau cheiro continua vazando Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Em pelo menos quatro pontos diferentes, bueiros seguem jorrando esgoto cloacal, o esgoto doméstico, direto na rua no bairro Belém Novo, extremo sul de Porto Alegre. 

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Sujando o solo, exalando odor e atraindo moscas, o problema vem tirando a paz dos moradores há quatro anos, como conta a advogada Michele Rihan Rodrigues, 39 anos, que sofre com o problema há pelo menos dois anos. 

Os pontos de vazamentos foram mapeados pelos próprios moradores, segundo a advogada. Locais como a Praça Antônio da Silva, próximo ao número 25, a Rua Euclides Goulart, no limite com a Rua Inspetor Adalberto de Souza Remião, e na Avenida Beira Rio, próximo ao número 1.902. 

Em três desses locais, o esgoto deságua diretamente no Guaíba, comprometendo a atividade de pescadores da região, diz Michele. 

— Já esteve pior quando choveu — afirma a moradora. 

Conforme protocolos informados pela advogada, o problema persiste, ainda que medidas paliativas tenham sido tomadas. Constam nos registros que serviços de desentupimento da rede, como jatos de água, chegaram a ser tentados. Tudo sem sucesso duradouro. 

— Eles só fazem o pontual. Cada hora abre um ponto de extravasamento diferente — explica. 

Reincidente

No dia 17 de agosto, o Diário publicou matéria em que o Departamento Municipal de Águas e Esgoto (Dmae) havia garantido ter solucionado os vazamentos. Segundo a assessoria de imprensa do departamento, um problema em uma bomba dentro da Estação de Bombeamento Belém Novo teria causado os transtornos, mas o conserto já havia sido feito. 

No mesmo dia, Michele encaminhou imagens e vídeos confirmando que os problemas persistiam. Depois disso, outras reclamações formais foram direcionadas à prefeitura. Um protocolo do dia 3 deste mês informa que não foi possível atender o solicitado porque a rede estava "em carga devido ao bombeamento".

Estação precisa de novas bombas

Em contato com a assessoria de imprensa, o Dmae comunicou que o problema se deve "ao aumento do volume de esgotos que chegam na estação elevatória (bombeamento), sendo que grande parte desse volume é decorrente das chuvas".

No entanto, o informe oficial não deu prazos para resolução do problema. "O processo de compra dos equipamentos está em andamento, mas não é possível indicar previsão", afirma a nota.

Questionados sobre o porquê de o problema — a necessidade de bombas de maior capacidade —  ter sido encontrado somente agora, quatro anos após o início dos vazamentos, o Dmae afirmou que "a Estação já tem cerca de 20 anos e está no horizonte de projetos de melhorias e reformas, como o aumento da capacidade".

*Produção: Ásafe Bueno

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