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Seu problema é nosso01/10/2018 | 09h54Atualizada em 01/10/2018 | 09h54

Amigos organizam apresentações musicais para ajudar colega no tratamento de tumor raro

Erick Godoy faz tratamento contra um tumor de crescimento lento na medula cervical

Amigos organizam apresentações musicais para ajudar colega no tratamento de tumor raro Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Trio de músicos se apresenta para ajudar Erick (à frente) Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Diagnosticado com um tumor de crescimento lento na região da medula cervical, o estudante Erick Godoy, 15 anos, de São Leopoldo, conquistou o apoio de seus colegas na luta contra a doença. Três adolescentes se mobilizaram para promover apresentações musicais e arrecadar dinheiro para ajudar o amigo. 

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Erick apresentou os primeiros sintomas da doença em junho de 2017. A perda de força e de equilíbrio deram sinais de que havia algum problema. A diminuição da motricidade fina acendeu o alerta no adolescente aficionado por robótica. O diagnóstico veio com base em exames de imagem. 

— Cada exame negativo contava um ponto para o tumor. Não fizemos a biópsia porque era uma região de difícil acesso, e, até outubro, o Erick era considerado inoperável — relembra a mãe do menino, Juliana Godoy. 

Sem poder operar, o médico que cuidava de Erick estimou que ele teria poucos meses de vida. Foi então que os caminhos da família cruzaram com o neurocirurgião Gustavo Isolan. 

— Ele disse que, enquanto tivesse 1% de chance de operar, ele me operaria. E foi o que aconteceu — diz o menino.

Estimado para ocorrer entre março e abril, a cirurgia precisou ser antecipada para janeiro em razão do declínio da situação de Erick, que a essa altura já estava em uma cadeira de rodas. Passado o procedimento, o adolescente chegou a ficar totalmente dependente da mãe até para se virar na cama. 

Mobilização entre colegas

Conhecido por seu carisma, Erick coleciona amigos no Colégio Sinodal. Privar-se do convívio diário durante períodos de internações foi uma das partes mais difíceis para o adolescente, relata a mãe. Agora, aos poucos, ele retoma a rotina de estudos. E o fôlego para seguir adiante veio dos colegas. 

Movida pelo reconhecimento à amizade que começou no pátio da instituição, a violinista Rafaela Moraes Michel, aluna do 9 º ano, decidiu usar a arte para ajudar o amigo. Das conversas com seus pais nasceu a ideia de fazer apresentações de música para arrecadar fundos e auxiliar no custeio do tratamento de Erick. 

A mãe fez contato com a escola, e os amigos Emmanuel Gusen, 17 anos, e Erik Morbach, 16 anos, que tocam piano e violoncelo, respectivamente, compraram a ideia da adolescente. Assim, ela conseguiu organizar duas apresentações. 

A primeira ocorreu em agosto e destinou 50% do valor dos ingressos para a família de Erick. A segunda será no próximo dia 3, com todo o valor destinado a ajudar o adolescente. O local é o auditório do Colégio Sinodal. No repertório, estão músicas clássicas e populares para agradar a todos. 

Ciente da dimensão da mobilização dos amigos, Erick planeja fazer um discurso de agradecimento na apresentação, lembrando todos os que estiveram ao seu lado nesse período: 

— É uma ajuda que eu realmente agradeço e que certamente vou retribuir quando sair da cadeira de rodas. 

Erick pretende participar novamente de campeonatos de robótica neste ano. Em 2017, ele ganhou um troféu de terceiro colocado na feira de ciência e tecnologia Mostratec. 

O que é o tumor de Erick? 

O neurocirurgião Gustavo Isolan, do Hospital Moinhos de Vento, explica que esse tipo de tumor, embora não seja raro, ocorre pouquíssimas vezes na área que acometeu Erick: a região mais alta da medula cervical, na junção do crânio com a coluna. 

— Fica próximo ao tronco cerebral, que é uma das regiões vitais do cérebro — diz. 

Dessa forma, os sinais que o cérebro envia para o corpo são impedidos de passar pelo tumor, ocasionando os problemas que o menino teve, como perda de equilíbrio. 

Saiba como ajudar

Apresentação do Trio Rafaela, Erik e Emmanuel
Quando: 3 de outubro, às 20h
Onde: auditório do Colégio Sinodal (Avenida Doutor Mário Sperb, 874), em São Leopoldo
Quanto: R$ 20
Mais informações sobre ingressos: (51) 3592- 1584. 

— Também é possível doar através de uma vaquinha online

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