Infiltrações preocupam moradores de prédio antigo do bairro Floresta, em Porto Alegre - Notícias

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Seu problema é nosso24/10/2018 | 09h43Atualizada em 24/10/2018 | 09h43

Infiltrações preocupam moradores de prédio antigo do bairro Floresta, em Porto Alegre

Com fortes chuvas, o apartamento número um tem sofrido infiltrações, pois a calçada é mais alta que o primeiro andar

Infiltrações preocupam moradores de prédio antigo do bairro Floresta, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Paredes têm pontos de infiltração Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Há cerca de um ano, o profissional liberal Luciano Medeiros Hypolito, 58 anos, vem tentando resolver a situação do térreo do prédio onde mora, na Avenida Cristóvão Colombo, 346, no bairro Floresta, na Capital.

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Com fortes chuvas, o apartamento número um tem sofrido infiltrações, pois a calçada é mais alta que o primeiro andar. 

— Começou a passar água pelas paredes, e agora, ninguém mais pode morar lá — conta Luciano. 

Como o prédio é bastante antigo, o morador tem medo do que pode ocorrer a partir dos problemas que afetam o edifício Santo Antônio: 

— Imagine, para onde está indo toda essa água? Temo que isto vá prejudicar a estrutura deste edifício. 

Ajuda 

Luciano conta que já procurou a prefeitura diversas vezes, mas nunca houve solução: 

— A água da chuva passa por baixo da calçada e entra no subsolo. Já abri protocolos, mas sempre devolvem como "obra concluída" ou "protocolo encerrado", sem nada mudar. 

Inicialmente, Luciano acreditou que o problema era do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e abriu protocolos. Depois, o órgão esteve no prédio e constatou que a questão seria resolvida pelo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), agora administrado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb). Então, fez pedido ao DEP.

— Coincidentemente, dias depois, um cano do Dmae começou a vazar. Podia-se ouvir o barulho da água saindo pela fissura do cano. Novamente chamei o Dmae, que confirmou que a água que estava invadindo o prédio era mesmo deles, pois, na amostra, havia cloro. Fizeram o reparo, e achei que o problema estaria solucionado. Porém, continuou — conta Luciano. 

Protocolos 

O morador afirma que, desde julho de 2017, há vários protocolos: 

— Esperei que os prazos dados se extinguissem. Quando ligava para questionar sobre o serviço, a informação era de que o protocolo havia sido encerrado, e o problema, dado como solucionado. Neste tempo, desde então, estiveram aqui no meu prédio quatro equipes do DEP, fazendo vistoria.

Em abril, um servidor verificou o problema e anotou na planilha como "urgência para a execução".

Depois de tantas tentativas e busca pela ouvidoria, Luciano conta que está perdendo a esperança: 

— Nada aconteceu. Fui na ouvidoria, fiz reclamação, abri outro protocolo e não obtive sucesso. Tudo o que era possível burocraticamente, eu fiz, e não houve jeito de mobilizarem uma equipe para reparar o problema. 

SMSUrb fará vistoria semana que vem 

A SMSUrb afirmou que há uma vistoria programada para a próxima semana, mas não soube informar precisamente em qual dia ocorrerá a visita. A pasta foi questionada sobre o motivo de os protocolos constarem como "obra concluída", sem que qualquer mudança tenha sido percebida no local. Respondeu, apenas, que "só se posicionará após a vistoria". 

A reportagem também perguntou quais foram as providências já tomadas pela prefeitura, pois o problema existe há mais de um ano, o que não foi respondido. 

A SMSUrb adiantou somente que, segundo documentos consultados pelos técnicos, as redes ali não passam pela calçada e, sim, pela via, sendo arriscado afirmar que os problemas seriam causados por redes públicas.

*Produção: Eduarda Endler


 
 
 
 
 
 
 
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