Moradores do IAPI protestam contra retirada de professores de educação física do Parque Alim Pedro, em Porto Alegre - Notícias

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Seu problema é nosso11/10/2018 | 11h38Atualizada em 11/10/2018 | 11h38

Moradores do IAPI protestam contra retirada de professores de educação física do Parque Alim Pedro, em Porto Alegre

Até o início de 2017, seis professores atendiam a população de mais de 18 mil pessoas que vivem no bairro

Moradores do IAPI protestam contra retirada de professores de educação física do Parque Alim Pedro, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Comunidade realizou protesto para ter atendimento de volta Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Há 40 anos, quem vive na Vila do IAPI, ou Conjunto Residencial Passo d’Areia, zona norte de Porto Alegre, encontra na área de 45 mil metros quadrados do Parque Alim Pedro profissionais de Educação Física que orientam a realização de atividades.

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Até o início de 2017, seis professores atendiam a população de mais de 18 mil pessoas, de acordo com o Censo 2010. Entretanto, dois deles foram realocados para escolas municipais em que alunos estavam sem aulas. A mudança foi feita depois da extinção da Secretaria Municipal de Esportes (SME). Agora, a administração do parque é de responsabilidade da Secretária de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE). 

Das 7h às 20h30min, de segunda a sexta-feira, acontecem atividades como caminhada orientada, ginástica para adultos e idosos, futebol, tênis, futsal, vôlei, balé, dança e dia de brincar. Sem os profissionais, os frequentadores do parque sentem que os exercícios físicos estão ameaçados. 

Falta 

A aposentada Nelsi Girardi, 67 anos, mora no bairro há 28 anos e há pelo menos 20 anos frequenta o local para fazer ginástica. Hoje, ela coordena o movimento que pede o retorno dos professores. 

— Tiraram um profissional essencial, que era referência para as nossas crianças — desabafa Nelsi, que continua: — Estamos lutando para ter de novo tudo aquilo que a SME atendia. Não somente aqui no parque, mas em toda a cidade. 

A mobilização, criada pelos alunos da ginástica noturna, é apoiada pela comunidade local. Nelsi conta que, além de auxiliar as pessoas a evitar o aparecimento de doenças por meio da atividade física, ter um parque ocupado também significa segurança. 

— Temos medo. Se ficarmos sem atividades, o parque ficará vazio. Assim, o que vai acontecer? Ele pode ser ocupado pelo tráfico — comenta Nelsi, amedrontada. 

Prefeitura diz que reorganizará escalas 

Por meio da SMDSE, a prefeitura afirmou que nenhum equipamento esportivo deixará de oferecer atividades à comunidade. Em um esforço para atender à solicitação da Secretaria Municipal de Educação (Smed) — de reorganização dos professores —, a SMDSE trabalha para viabilizar a volta dos professores cedidos. 

Segundo a nota, a SMDSE possui 89 professores e, destes, 32 são cedidos pela Smed. Agora, 14 professores estão retornando para atender à demanda da Educação. A SMDSE tem, em seu quadro, 57 professores de concurso de origem no esporte. Com a redução de 16% do seu quadro, haverá reorganização das escalas de trabalho.

*Produção: Eduarda Endler

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