Passageiros da Vicasa reclamam das condições dos ônibus e do tempo de espera - Notícias

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Transporte público16/10/2018 | 08h00Atualizada em 16/10/2018 | 08h00

Passageiros da Vicasa reclamam das condições dos ônibus e do tempo de espera

Usuários dizem que serviço não é adequado ao preço cobrado pelas passagens

Passageiros da Vicasa reclamam das condições dos ônibus e do tempo de espera Lauro Alves/Agencia RBS
Helena sofre com longa espera Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

– Não temos retorno pelo preço que pagamos. 

Esta é umas das principais reclamações de quem precisa utilizar os ônibus que transitam entre Canoas e Porto Alegre, operados pela empresa Vicasa. Embaixo do Viaduto da Conceição, na Capital, as filas vão se formando à espera de uma das sete linhas que têm destino à Região Metropolitana. A passagem custa R$ 5,10.

A doméstica Helena Vargas, 55 anos, afirma que, quando retorna do trabalho, geralmente no meio da tarde, a espera na parada é de quase uma hora. Ontem, Helena havia chegado às 14h20min na parada, e o próximo ônibus sairia apenas às 15h10min. 

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– E os ônibus da vinda são sempre lotados, é um transtorno – acrescenta Helena, que pega o transporte às 6h55min rumo à Capital.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 15-10-2018. Passageiros da Vicasa reclamam de condições da frota. Os usuários da empresa Vicasa, que circula entre Porto Alegre e Canoas, reclamam do tempo de espera dos ônibus e do sucateamento da frota. (LAURO ALVES/AGÊNCIA RBS)
Falta de manutenção é reclamação constante por parte dos usuáriosFoto: Lauro Alves / Agencia RBS

Frota sucateada

O sucateamento e a falta de manutenção da frota são reclamações constantes dos usuários. 

– Os ônibus são horríveis, até chove por dentro, e as portas não fecham direito. Todo santo dia, tem ônibus estragado, se não é na ida, é na volta – reclama a auxiliar de farmácia Norma Salazar, 55 anos.

Norma conta que também sofre com o horário dos ônibus, principalmente nos finais de semana. Aos sábados, precisa sair antes do trabalho para alcançar o coletivo das 15h20min. Caso perca este, só às 17h25min.

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Newton Fagundes, 52 anos, é cozinheiro em um hotel do centro de Porto Alegre e também trabalha aos finais de semana. 

– Nos domingos, se perco o das 13h, depois só às 15h40min – diz Newton.

Aos sábados, o cozinheiro conta que precisa pegar um táxi até a estação e se deslocar de trem para Porto Alegre, pois não há ônibus nas primeiras horas da manhã.

– A passagem é R$ 5,10, mas os ônibus não têm nem ar-condicionado. Dependendo do horário, não tem nem cobrador, e o motorista tem que fazer tudo – aponta a auxiliar de academia Cristiane Camargo, 44 anos.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 15-10-2018. Passageiros da Vicasa reclamam de condições da frota. Os usuários da empresa Vicasa, que circula entre Porto Alegre e Canoas, reclamam do tempo de espera dos ônibus e do sucateamento da frota. (LAURO ALVES/AGÊNCIA RBS)
Nos finais de semana, horários são reduzidosFoto: Lauro Alves / Agencia RBS

Cristiane reafirma o que Norma diz:

– Os ônibus estragam com muita frequência. Todos os dias, tem alguma linha que dá problema.

A reportagem tenta contato via telefone e por e-mail com a empresa Vicasa desde a quinta-feira passada mas, até o fechamento desta edição, não havia obtido retorno. 

Comércio também é afetado

– As pessoas saem do serviço cansadas e o ônibus demora uma hora para passar. Os comerciantes oferecem até banco para sentar. Nos finais de semana, é um caos – ressalta a cuidadora de idosos Mara Rosane Oliveira, 57 anos.

A doméstica Edna Cavalari, 57 anos, salienta que o principal problema é fora dos horários de pico:

– É quando diminui a frota, fica de hora em hora – destaca.

Aos sábados, o tempo de espera entre as linhas da Vicasa, que fazem o trajeto de Porto Alegre a Canoas, chega a duas horas. Já nos domingos, as linhas contam apenas com quatro ônibus o dia inteiro.

A redução no horário dos ônibus tem consequências até no comércio do Terminal Conceição. Aos sábados, os comerciantes operam em horário reduzido e aos domingos, não abrem.

– O movimento é quase zero aos sábados, muito parado. Tem pouco ônibus. No domingo nem abro, não vale a pena – diz o comerciante Luiz Gozdzik, 51 anos.

 
 
 
 
 
 
 
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