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Seu problema é nosso05/11/2018 | 09h18Atualizada em 05/11/2018 | 09h18

Família de Eldorado do Sul busca ajuda para realizar tratamento do filho na Tailândia

Henri, dois anos, sofre de paralisia cerebral. Na esperança de melhorar sua qualidade de vida, a família arrecada valores para custear seu tratamento com células-tronco, no exterior

Família de Eldorado do Sul busca ajuda para realizar tratamento do filho na Tailândia Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Menino de dois anos tem diversas limitações Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

A vida do pequeno Henri Augusto Deporte, dois anos, de Eldorado do Sul, é uma luta desde que nasceu. Devido a complicações no parto, o menino sofre de paralisia cerebral. Na esperança de melhorar a qualidade de vida dele, a família tenta arrecadar valores por uma vaquinha online para custear seu tratamento com células-tronco, na Tailândia. Até o final da semana passada, o valor arrecadado estava em torno de R$ 2 mil dos R$ 160 mil necessários. 

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Devido ao comprometimento de parte do tecido cerebral de Henri, funções como visão, mobilidade, aprendizado e fala foram afetadas. Além disso, o menino também sofre de ataques epiléticos em função dos medicamentos. 

Isso sem contar o tratamento com fisioterapia e outros instrumentos que Henri precisa para conseguir viver, conta o pai dele, o policial militar e estudante de biomedicina, Demétrio Deporte, 32 anos, de Viamão. 

— Ele sofre muitas limitações. Um orçamento (do tratamento) é R$ 800, o andador que ele precisa é mais de R$ 11 mil. É tudo extremamente caro — explica Demétrio. 

Direito

Para ter acesso ao tratamento com células-tronco via plano de saúde — que não oferece o serviço —, o pai de Henri procurou a Justiça para exigir o direito. No entanto, o pedido foi negado pelo judiciário. 

No Brasil, conta Demétrio, a pesquisa com transplante de células-tronco para tratamento de várias doenças ainda é experimental, e o serviço não é disponibilizado no setor público ou privado. 

— A Constituição nos garante o direito à vida e à saúde. Nós (a família) pleiteamos isso. É tão bonito na teoria. Inclusive, as crianças têm a prerrogativa de preferência frente aos adultos — defende o brigadiano. 

Solidariedade 

Após pesquisas feitas pelo próprio pai — tanto na internet quanto em sua faculdade —, alternativas surgiram fora do país. Na Tailândia, a empresa Beike Biotechnology oferece esse atendimento. No entanto, os valores de procedimentos médicos, acomodações e passagens aéreas chegam a R$ 160 mil. 

— Se existe essa possibilidade, não a utilizar é o mesmo que submeter o Henri a uma eutanásia, com uma morte lenta e com cada vez menos dignidade. Estou tentando ajudá-lo da melhor forma sempre, com tudo que estiver ao meu alcance — explica Demétrio, que agora conta com a solidariedade para atingir essa meta.

Saiba como ajudar

— Doe através da vaquinha online

— Clique no botão verde onde se lê "Contribua". Faça um pequeno cadastro e escolha a forma de pagamento. 

— Clique em "Contribuir", ao final do cadastro.

*Produção: Ásafe Bueno

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