Após dois anos de espera, moradora de Cidreira consegue fazer exame  - Notícias

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Seu Problema é Nosso20/05/2019 | 08h55Atualizada em 20/05/2019 | 08h55

Após dois anos de espera, moradora de Cidreira consegue fazer exame 

O exame foi marcado cerca de 10 dias após a reportagem do Diário Gaúcho contar a história da dona de casa Marcia Vastuk Malheiros, 59 anos

Após dois anos de espera, moradora de Cidreira consegue fazer exame  LeitorDG / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Cintilografia foi feita no início deste mês Foto: LeitorDG / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A espera terminou. Após 730 dias, a dona de casa Marcia Vastuk Malheiros, 59 anos, moradora do bairro Costa do Sol, em Cidreira, conseguiu fazer uma cintilografia do miocárdio, necessária para uma cirurgia de retirada do útero. O Diário Gaúcho contou a história dela em 2 de abril. 

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O chamamento aconteceu cerca de 10 dias após a reportagem do DG, afirma Marcia. Por telefone, o exame foi marcado para o dia 2 de maio. 

— Houve muita repercussão. As pessoas vinham falar comigo na rua, dizendo que leram a matéria. Acredito que só consegui por causa do Diário. Não via outra alternativa que não contatar o jornal — conta a dona de Casa. 

Viagem 

O procedimento ocorreu em Porto Alegre, no Hospital São Lucas da PUCRS. Com transporte fornecido pela prefeitura de Cidreira, a viagem até a Capital e o exame transcorreram sem problemas. 

— Fui com a van da prefeitura. Foi sensacional, demorou cerca de três horas, mas fui muito bem atendida. O pessoal do hospital foi muito atencioso — relata Marcia. 

Estado atrasa, diz prefeitura 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES), responsável pelo exame em questão, explicou, na época da primeira reportagem, que Marcia não havia sido classificada como prioridade e não deu estimativa de chamamento. Já a prefeitura de Cidreira, responsável pelas consultas da dona de casa, informou que os procedimentos não estavam sendo fornecidos pelo Estado. Marcia ocupava a posição 11 na fila, de um total de 21 pacientes. 

O secretário de saúde de Cidreira, Sérgio Manoel Barros Guimarães, relatou que a situação afeta outros exames especializados de responsabilidade da SES e que, na ocasião do chamamento da dona de casa, apenas um outro paciente foi contatado para realizar a cintilografia. 

— O fornecimento é sempre a conta-gotas. Foi o Estado, por meio da 18 ª Regional da Saúde de Osório, que chamou apenas essas duas pessoas — afirma o secretário. 

A SES foi contatada pela reportagem para responder sobre os problemas de repasses relatados pela administração municipal de Cidreira e sobre o número de pessoas chamadas citadas por Sérgio. No entanto, não respondeu.

Expectativa para fazer cirurgia

Sofrendo com dores e uma “sensação de peso” no lado esquerdo do corpo, a moradora de Cidreira necessita retirar seu útero devido a problemas ginecológicos. No entanto, como ela sofre de artrose e hérnia de disco, não pode ser anestesiada localmente — primeira opção apontada pelos médicos, segundo ela. 

A alternativa é uma anestesia geral. O problema: era necessário checar se havia alguma alteração em seu coração que pudesse ser agravada com a anestesia. A cintilografia sanaria essa dúvida. Agora, ela aguarda o retorno ao médico, nas próximas semanas, para que o laudo do exame seja avaliado. 

Lesão  

— Tenho que esperar o que a doutora vai me dizer para fazer daqui pra frente. Segundo as informações que já tenho, minha situação é grave. Uma lesão grave no endométrio. Tenho que retirar (o útero) — relata Marcia. 

Produção: Ásafe Bueno


 
 
 
 
 
 
 
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