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Seu Problema é Nosso06/05/2019 | 09h10Atualizada em 06/05/2019 | 16h06

Professora precisa de ajuda para voltar a ouvir

Há quatro anos, a professora de Artes Fatima Ledi Marin Mathias, 56 anos, descobriu que estava perdendo a audição. Para a compra de aparelhos auditivos, ela precisa arrecadar R$ 7,5 mil 

Professora precisa de ajuda para voltar a ouvir Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Falta de audição tem afetado a autoestima de Fatima Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Conversar com alunos e ministrar aulas se tornou um desafio diário para a professora Fatima Ledi Marin Mathias, 56 anos. Há quatro anos, ela teve o diagnóstico de que estava perdendo a audição de forma gradativa e irreversível. O problema, que compromete seu trabalho e sua autoestima, pode ser amenizado com o uso de aparelhos auditivos que custam cerca de R$ 7,5 mil. 

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— Descobri que estava perdendo a audição em uma audiometria. Meu pai também sofre com esse problema. Só que, de três anos para cá, minha situação foi piorando. O médico disse que meu caso é muito sério — relata Fatima. 

Atualmente moradora de São Leopoldo, ela é viúva e se mantém financeiramente sozinha, trabalhando 60 horas por semana em duas escolas. Leciona Artes e Ensino Religioso no Colégio Estadual 25 de Julho e é orientadora pedagógica no Colégio Estadual Vila Becker, ambos em Novo Hamburgo

— Falo para os alunos que não consigo compreender, que estou surda. Me sinto perdida, excluída, pois não consigo distinguir o que as pessoas estão falando. E, como orientadora, preciso conversar com pais de alunos. Sempre repito “poderia falar mais alto?”. É uma situação constrangedora — explica Fatima. 

De acordo com a professora, ela escuta apenas 20% pelo ouvido direito e 45% pelo esquerdo e está esperando por um aparelho auditivo fornecido pelo SUS — sem previsão de quando chegará. Além disso, não tem como assumir a prestação da compra do aparelho. 

— Não estou aguentando essa situação, e só tem piorado minha rotina. Não tenho mais tempo para esperar pelo SUS — lamenta. 

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Na aula de Artes (à esquerda)Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Solidariedade 

Para ajudar a professora, sua amiga Cláudia Flores, jornalista, 35 anos, organizou uma vaquinha online para arrecadar o valor necessário. Até sexta-feira, o valor doado chegava a R$ 2.025. 

— Quando eu soube da dificuldade dela, fiquei muito comovida. Quando a gente ajuda um professor, estamos colaborando com o futuro das próximas gerações. Foi por isso que criei uma vaquinha para ajudar essa mulher batalhadora — afirma a amiga. 

Segundo Cláudia, a campanha foi divulgada nas redes sociais: 

— Qualquer um pode colaborar com o valor que quiser. Tenho muita esperança de que mais pessoas queiram ajudá-la. 

Vocação para ensinar

Com uma origem humilde e com muitas dificuldades, Fatima era empregada doméstica em São Sepé, onde morava. Depois de casar e se tornar mãe, decidiu realizar o sonho de ser professora. Em 1999, passou no vestibular da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para cursar Pedagogia. 

Durante o curso, sem condições de pagar pelo transporte entre as cidades, contava com caronas para ir às aulas. 

— Nos quatro anos de faculdade, eu peguei 834 caronas com um grupo de caminhoneiros —conta Fatima, que registrou tudo em um caderno. 

Aos 40 anos, em 2003, obteve a sonhada formação. Logo depois, fez uma pós-graduação. Mudou-se para a Região Metropolitana em busca de trabalho, até que conseguiu vaga em Novo Hamburgo.  

Como ajudar

/// Para contribuir com a compra do aparelho auditivo, doe por meio da vaquinha online

/// Mais informações pelo WhatsApp: (51) 99748-0830.

Produção: Caroline Tidra

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