Porto Alegre: jovem com paralisia cerebral não recebe fraldas geriátricas de posto de saúde - Notícias

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Seu Problema é Nosso01/08/2019 | 10h00Atualizada em 01/08/2019 | 10h00

Porto Alegre: jovem com paralisia cerebral não recebe fraldas geriátricas de posto de saúde

Há mais de dois meses, Silvia Regina Meira não consegue retirar o benefício para a filha na Unidade de Saúde Moab Caldas

Porto Alegre: jovem com paralisia cerebral não recebe fraldas geriátricas de posto de saúde LeitorDG / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Jovem tem paralisia cerebral e usa material fornecidos pela rede municipal de saúde Foto: LeitorDG / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Além de ter que lidar com todas as dificuldades e limitações que a filha Evelyn Meira Vieira, 27 anos, sofre em função de uma paralisia cerebral severa, a dona de casa Silvia Regina Meira, 57 anos, enfrenta também o atraso no fornecimento de fraldas geriátricas pela rede pública de saúde, em Porto Alegre. Desde 23 de maio, dia em que Silvia foi buscar a remessa prevista para o mês na Unidade de Saúde Moab Caldas, que fica no local conhecido como Postão da Cruzeiro, ela não consegue as 150 unidades da filha. 

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— De tempos em tempos, esse problema volta. Liguei para o posto nos meses de junho e julho e ainda não havia previsão. Quando isso acontece, procuro o Diário Gaúcho para contar. Parece que, só assim, volta ao normal — explica Silvia. 

Moradora do bairro Santa Tereza, Silvia conta que o problema não atinge só a ela: 

— Tenho conhecidos que também foram ao posto e não conseguiram, assim como eu. Eu ainda tinha uma reserva de fraldas, mas, agora, conto com a ajuda da família para comprar as fraldas e doações. 

Piora 

Em outras reportagens publicadas no Diário Gaúcho, Evelyn ainda se levantava. Contudo, de acordo com Silvia, houve piora na condição do quadril devido a tumores na região e, agora, a fi lha não sai mais da cama. 

— Ela nunca caminhou. Apenas audição e visão foram preservadas — explica Silvia sobre a condição da filha. 

A dona de casa, que dedica tempo integral aos cuidados de Evelyn, pode contar somente com a renda advinda do auxílio-doença da jovem, que é de um salário mínimo (R$ 998) e com contribuições do pai da jovem. 

Segundo ela, quando o benefício foi garantido na Justiça, o fornecimento era de 240 fraldas geriátricas por mês. Mas, com o passar dos anos, este número foi reduzido, afetando o orçamento da família. Hoje, Silvia pode retirar 150 unidades a cada mês. 

— É uma luta diária obter o direito da minha filha — afirma a dona de casa. 

Normalização do estoque neste mês 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que “está ocorrendo falta de alguns tamanhos de fraldas geriátricas”. Isso decorre da impossibilidade de se fazer novas compras, uma vez que o pregão eletrônico não teve empresas interessadas. Diante do quadro, a SMS “está preparando, para agosto, uma compra emergencial de R$ 600 mil”. O objetivo é normalizar os estoques e, com isso, o fornecimento para a população”. A SMS explica que, anteriormente, as fraldas eram fornecidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Porém, “a responsabilidade de compras foi repassada ao município neste ano”. 

Sobre previsão de normalização, a SMS informou que o processo para aquisição está em andamento nas próximas semanas e, ao longo do mês de agosto, as compras devem ser normalizadas, assim como a distribuição nas unidades de saúde. 

Para doar fraldas

/// Entre em contato pelo telefone (51) 3232-7797, com Silvia. 

Produção: Caroline Tidra


 
 
 
 
 
 
 
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