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Seu Problema é Nosso23/10/2019 | 10h40Atualizada em 23/10/2019 | 10h40

Estudantes buscam apoio para expor pesquisa na Espanha

Alunos da Fundação Liberato, em Novo Hamburgo, desenvolvem um projeto para criar medicamento contra o vírus da zika

Estudantes buscam apoio para expor pesquisa na Espanha Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Matheus e Giovanna contam com o suporte da professora Angélica (C) Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Uma chance de combate ao zika vírus com a criação de um medicamento. Este é objetivo da pesquisa dos estudantes Giovanna Dutra Kaminski, 19 anos, e Matheus Daniel Faleiro, 20 anos, da Fundação Liberato, em Novo Hamburgo. Alunos do quarto ano do Ensino Médio integrado ao curso técnico de Química, eles desenvolveram uma pesquisa que consiste na busca por um composto químico que apresente a capacidade de atacar o zika vírus sem agredir as células do corpo humano. 

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No mês passado, a dupla foi premiada com o credenciamento para uma das maiores feiras de ciência em Sevilla, na Espanha. Contudo, tanto a escola quanto eles não podem pagar os custos da viagem. Para angariar os valores de passagens aéreas, estadia e alimentação, que somam R$ 15 mil, os jovens cientistas fizerem uma vaquinha online. Além disso, organizaram pedágios em sinaleiras de Novo Hamburgo, uma rifa e buscam empresas interessadas em firmar parceria. 

Ciência 

Segundo Matheus, a ideia da pesquisa surgiu a partir do aumento no número de notícias, em 2015, sobre o surto de microcefalia — uma condição neurológica grave que atinge bebês — associado à chegada do zika no país. 

— Neste ano, 2019, descobrimos que ainda não existe nenhum tipo de medicamento ou tratamento para o zika. Para nós, esse fator é extremamente alarmante e, em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o zika vírus na lista de doenças sobre as quais é necessário desenvolver pesquisas devido ao seu potencial epidêmico (de atacar muitas pessoas) — explica Matheus. 

Sob a orientação da professora de Biologia Maria Angélica Fracassi, 53 anos, os alunos descobriram, a partir de teste em laboratório, que um líquido iônico — sais orgânicos líquidos à temperatura ambiente — possui a capacidade de reduzir 54% da ação do zika vírus e que, ao mesmo tempo, não agride as células humanas. 

— Foi um resultado bastante promissor, pois a molécula, apesar de não ser tóxica, atinge o zika — afirma Giovanna. 

Os testes foram desenvolvidos no Laboratório de Citotoxicidade e de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, por meio de parceria. 

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Pesquisa feita em laboratório de universidade parceiraFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

— Pesquisas desse tipo exigem um laboratório adequado, com nível maior de segurança. Foi muito bacana ter uma oportunidade dentro da universidade, mesmo sendo alunos de Ensino Médio — conta a professora. 

Sonho: levar o estudo para o mundo 

Para a professora Maria Angélica, o trabalho que busca um remédio ainda inexistente é válido não somente para produção da química, mas para colaborar com outras pesquisas, gerando bases de estudo. 

— O Matheus e a Giovanna são muito empolgados e vão em busca do objetivo. A pesquisa envolve dedicação e sempre mais desenvolvimento, pois se não der certo na primeira vez, é preciso força de vontade para ir adiante — afirma a professora. 

Giovanna acredita que a realização da viagem seria uma porta aberta para divulgação sobre a pesquisa no Brasil: 

— O nosso sonho é conseguir levar para todo mundo esse estudo. 

Matheus completa: 

— A experiência internacional pode agregar ainda mais ao nosso trabalho. 

A dupla pretende seguir com a pesquisa no ensino superior. Giovanna quer cursar Engenharia Química e Matheus ainda está em dúvida entre Medicina e Biologia. 

COMO AJUDAR 

/// Giovanna e Matheus expõem o projeto na Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec), na Fenac, em Novo Hamburgo, até a próxima sexta-feira. A dupla fica à disposição de quem quiser conhecer de perto a pesquisa. 

/// Doe por meio da vaquinha online

Produção: Caroline Tidra

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