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Seu Problema é Nosso11/02/2020 | 09h40Atualizada em 11/02/2020 | 09h40

Idosa sofre com à espera de cirurgia no quadril 

Moradora de Alvorada, Maria do Carmo Justino, de 76 anos, foi encaminhada pelo Estado para o Hospital Independência, na Capital, onde aguarda ser chamada para o procedimento

Idosa sofre com à espera de cirurgia no quadril  Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Maria do Carmo conta com apoio de vizinhos Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Dores intensas e dificuldade para andar são parte da rotina da ascensorista aposentada Maria do Carmo Justino, 76 anos. Moradora do bairro Salomé, em Alvorada, ela espera por respostas após consulta médica realizada em 15 de julho de 2019, no Hospital Independência, na Capital. A idosa afirma que necessita de uma cirurgia no fêmur. 

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— Quando fui ao médico, ele me disse que preciso colocar platinas no fêmur, porque meus ossos estão muito gastos. Me deram a previsão de três a seis meses para ser chamada, mas venceu esse prazo no final do ano, e nada. Caminho com um andador, mas bem pouquinho para não forçar. Qualquer queda pode piorar as dores — relata a idosa. 

De acordo com Maria do Carmo, as dores a impedem de cuidar dos seus cachorros e de preparar refeições: 

— Ninguém faz ideia do que eu sofro. Vivo à base de medicamentos, e uns nem fazem efeito. Vejo o serviço, não consigo fazê-lo e, por isso, fico muito triste. Choro todos os dias. Acredito que meus ossos enfraqueceram, pois sempre trabalhei muito e nunca tomei vitaminas, nem ingeria cálcio. 

Ajuda 

Devido à pouca renda — um salário mínimo, benefício do INSS —, Maria do Carmo conta com amigos e vizinhos: 

— Tenho amigas que me dão remédios, ou um dos meus filhos compra. Minha sorte é ter amigos e vizinhos muito bons! 

A ajuda também veio por meio do Diário Gaúcho, quando a aposentada pediu, na seção Meu Sonho É, que alguém adotasse seus cães ou doasse ração para que ela pudesse alimentá-los:

— Foi depois da publicação que conheci a Zenira. Ela veio me ajudar com os cachorros e gato. Buscou dois e depois mais três, já que eu tinha seis. Agora, fiquei com apenas um cão. 

A empresária Maria Zenira de Mello, 48 anos, é protetora de animais e ficou tocada com o pedido: 

— Sempre no final do ano, eu e meu marido escolhemos algumas famílias para ajudar. Então, vimos o sonho dela no jornal e fomos conhecê-la. Aí ela contou que não conseguia a cirurgia e que a situação era complicada. Procurei ajudar como pude e continuarei ajudando sempre, pois não custa nada. Hoje, já me considero amiga dela. 

Não há previsão de cirurgia

O Hospital Independência (HI) confirmou que a paciente foi encaminhada pela “regulação do Estado, pois não é moradora de Porto Alegre, para avaliação da ortopedia geral”, embora tivesse indicação para atendimento na sub-especialidade de Quadril. Então, ela passou por consulta em ortopedia geral, sendo encaminhada para a sub-especialidade de Quadril pelo próprio hospital. 

Contudo, o HI informou que a fila para esta especialidade já comporta um número considerável de pacientes em espera, razão pela qual, em acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre, a entrada de novos casos será suspensa por tempo indeterminado, a partir de março. Por isso, não há previsão para que a cirurgia de Maria do Carmo ocorra. Mas, com a suspensão de novas entradas, a expectativa do hospital é de que o tempo de espera seja reduzido. 

Estado 

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou que regulou a consulta de Maria do Carmo para o HI em 15 de julho de 2019. A SES afirma que o HI é responsável pelo programa de tratamento e pelo agendamento de reconsultas. Sendo assim, a SES garante que qualquer mudança de especialidade ou procedimento deve ser tratado pelo hospital, pois a parte da secretaria é restrita à regulação da consulta. 

Produção: Caroline Tidra

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