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Seu Problema é Nosso08/04/2020 | 11h26Atualizada em 08/04/2020 | 11h26

Lixo acumulado e esgoto extravasando preocupam ainda mais durante quarentena

Questões afetam rotina de vendedora desempregada que mora no bairro Sarandi, na Capital

Lixo acumulado e esgoto extravasando preocupam ainda mais durante quarentena Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Muro de Rejane virou depósito de lixo Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Manter o entorno de sua casa limpo não é tarefa fácil para a vendedora desempregada Rejane Vieira, 48 anos. Moradora da Avenida Faria Lobato, no bairro Sarandi, na Capital, Rejane enfrenta dois problemas: o descarte irregular de lixo próximo ao seu muro e esgoto extravasando de um bueiro em frente à sua casa. 

Com a família em casa, devido às orientações de isolamento social para prevenir a disseminação do coronavírus, a vendedora tem se preocupado em conservar a higienização e conforto de estar em seu lar. 

– São 12 anos morando aqui, lixo e esgoto viraram um incômodo constate. Em relação ao esgoto, é um bueiro que está entupido. Aí, quando chove, a água alaga a rua e demora para secar. Sempre tem uma poça de água suja acumulada – conta Rejane.

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Segundo a vendedora, a questão do lixo é um pouco mais preocupante, pois o descarte é feito por outros moradores da região. O muro da casa de Rejane fica na entrada da Rua José Mendes, sendo caminho de acesso para alamedas e ruas sem saída:

– No espaço que seria para passar, tipo uma calçada, as pessoas descartam todo tipo de resíduos, como entulhos de construção, lixo orgânico, tudo o que não querem mais é colocado ali. Presenciei alguns vizinhos fazendo isso, mas é complicado dizer alguma coisa, pois já fui até ameaçada quando tentei filmar.  

Rejane conta que os entulhos de obra não são levados pelo caminhão de lixo, que passa durante a semana. Neste ano, ela já teve de solicitar, via protocolo, que a prefeitura viesse recolher:

– Por cinco vezes, a equipe da prefeitura esteve aqui, limpando a lateral do muro. Mas, no dia seguinte, já está tudo sujo de novo. Virou local até para catadores de recicláveis procurarem por materiais. À noite, às vezes, acordo por causa do barulho de pessoas largando lixo ali.

Incômodo

Para Rejane, a solução seria os moradores permanecerem com os lixos nos seus pátios até o dia em que o caminhão de lixo passa no local. Segundo a moradora, o veículo entra na Rua José Mendes. Então, de fato, não haveria necessidade de o lixo ser deixado na esquina, onde moram Rejane e sua família.

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Esgoto deixa área com mau cheiroFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

– O pessoal poderia pôr as sacolinhas de lixo penduradas nos seus portões, já que o recolhimento ocorre no dia certo. Mas preferem colocar no meu terreno, no meu muro. Além disso, o mau cheiro do lixo se mistura com o odor do esgoto correndo a céu aberto. Enche de mosquitos, moscas, é horrível. Estamos em casa fazendo a quarentena, e o lixo está na minha parede, sendo acumulado. Não sei mais o que fazer – lamenta Rejane. 

Jardim e limpeza estão previstos

Conforme a prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos (SMSUrb), a coleta domiciliar passa pelo endereço de Rejane nas terças, quintas e sábados, durante o turno do dia, a partir da 8h. De acordo com a pasta, “a equipe realiza a ‘puxada’ dos acessos onde o caminhão não tem como entrar”. A “puxada” ocorre da seguinte forma: em becos muitos estreitos, onde até os menores caminhões do DMLU não conseguem entrar, o veículo fica estacionado na esquina do beco, enquanto os garis entram e pegam os resíduos da frente das casas e levam até o caminhão. 

A SMSUrb explica que os caminhões que fazem esse tipo de serviço não podem realizar a retirada de materiais de construção, madeiras e podas em grandes quantidades. Já vegetações podem ser coletadas, se estiverem dentro de sacos. 

A prefeitura esclarece que “resíduos que não podem ser descartados nas coletas domiciliar e seletiva podem ser enviados a uma Unidade de Destino Certo (UDC) do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que recebe diversos tipos de materiais, inclusive caliça até um metro cúbico por dia por pessoa”. A UDC mais próxima do endereço de Rejane fica na Avenida Bernardino Silveira Amorim, 2.261, no bairro Rubem Berta.  

Sem protocolo

Segundo a pasta, o DMLU avaliará a possibilidade de instalação na área de um “Plantio Urbano Sustentável” – que consiste em um jardim produzido pelo departamento –, para que ocorra a conscientização da comunidade do entorno, com previsão após o término da quarentena e isolamento social. O último recolhimento dos resíduos, conforme citado, ocorreu no sábado passado.

Em relação ao esgoto, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) realizou, em 25 de março, a limpeza de boca de lobo, poços de visita e troca de lajes na Avenida Faria Lobato, próximas ao número 10. No entanto, conforme o Dmae, “não foi encontrado protocolo aberto para o número 11 desta via”. Desta forma, o Dmae prevê uma limpeza do local ainda na primeira quinzena de abril. 

O Dmae reforça a importância da abertura de protocolos para que os técnicos tomem conhecimento das demandas e organizem os atendimentos. As solicitações podem ser feitas via telefone 156, opção 2, aplicativo #EuFaçoPOA ou pelo site da prefeitura.

Produção: Caroline Tidra

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