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Retratos do Desperdício15/07/2020 | 05h00Atualizada em 15/07/2020 | 05h00

Primeira das 20 obras paradas mostradas em reportagem de 2019 é concluída, em Gravataí

Unidade de Saúde da Família São Vicente passará a receber pacientes na quinta-feira (16)

Primeira das 20 obras paradas mostradas em reportagem de 2019 é concluída, em Gravataí Marco Favero/Agencia RBS
Cerca de 12 mil moradores serão beneficiados com os serviços prestados no local Foto: Marco Favero / Agencia RBS

A partir de quinta-feira (16), cerca de 12 mil moradores de bairros como São Vicente, Vila Aliança, Barnabé e Santa Cruz, em Gravataí, contarão com um novo posto de saúde. A Unidade de Saúde da Família (USF) São Vicente é a maior do tipo na cidade, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, e será inaugurada nesta quarta-feira (15), em uma espécie de cerimônia virtual. Trabalharão no local quatro equipes de Estratégias de Saúde da Família (ESFs), cada uma composta por médico, enfermeiro, auxiliares e agentes comunitários em saúde. O posto terá, também, atendimento odontológico.

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Mas para que o local ficasse pronto para ser inaugurado, foi preciso bem mais tempo do que o previsto inicialmente. Segundo o secretário de Saúde da cidade, Jean Torman, o primeiro contrato assinado para levantar o prédio é de 2014. Porém, a empresa responsável faliu, e foi preciso refazer o processo. A obra no local iniciou em março de 2016. Na época, o prazo para a construção era de um ano. Ou seja, o posto deveria ter ficado pronto em março de 2017.

Em maio de 2019, porém, o Diário Gaúcho mostrou, na reportagem Retratos do Desperdício, a situação de 20 obras públicas na Região Metropolitana que estavam, na época, paradas, por diferentes motivos. Uma delas era a USF São Vicente. A obra havia sido paralisada dois meses antes, em março de 2019.

– Duas empresas deram início às obras e não concluíram a construção. Foi necessário, então, rescindir o contrato duas vezes. De acordo com o a lei de licitações, existe um rito a ser cumprido entre o fim de um contrato e o início de outro. A parada de 2019 foi na transição entre uma empresa e outra – explica o secretário.

Mudanças

Neste processo, o projeto passou por readequações, como a previsão de cercamento com gradil e grade de ferro (antes, era prevista uma cerca), e a qualificação da acessibilidade. A obra foi retomada em junho de 2019. Os moradores beneficiados pela USF São Vicente eram, até agora, atendidos em outros quatro pontos da cidade. Com a abertura do novo posto, estes quatro locais passarão a dispor de mais vagas para os moradores das comunidades de origem.

 GRAVATAÍ, RS, BRASIL - 14/07/2020Unidade de Saúde da Família (USF) São Vicente será inaugurado em Gravataí - a obra ficou parada durante alguns meses, e foi mostrada pelo Diário Gaúcho em reportagem. Agora, depois de retomada, será inaugurada na quarta-feira, dia 15.
Posto oferecerá atendimento odontológicoFoto: Marco Favero / Agencia RBS

– A nova unidade também encurta distâncias, pois, para chegar até os outros postos, muitos precisavam de algum tipo de transporte. Agora, contarão com atendimento qualificado perto de suas casas.

A partir de quinta-feira (16), inicia o atendimento à comunidade.

Processo passou por melhorias

Ainda conforme o secretário Jean Torman, a construção da USF e outras obras que também sofrem com atrasos e problemas contratuais vem gerando, nos últimos anos, lições. Neste tempo, os órgãos responsáveis implantaram ferramentas de controle para minimizar os riscos de paralisar os trabalhos.

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– A secretaria da Saúde e outras do município possuem, há algum tempo, equipes técnicas para acompanhar as obras. São recursos humanos qualificados para este trabalho. Também buscamos que nossos contratos tenham cláusulas que façam com que os prestadores de serviço levem mais a sério os prejuízos em caso de descumprimento – explica.

Outra medida que tem o objetivo de criar condições para reduzir os danos é o uso de ferramentas de controle, como softwares (programas de computador) que auxiliam a administrar prazos da obra, por exemplo.

– Claro que isso não é absoluto, mas, se uma empresa não cumpre com o contrato, ela tem que assumir o prejuízo com a coletividade – finaliza.


 
 
 
 
 
 
 
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