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Educação na pandemia01/09/2020 | 21h33Atualizada em 02/09/2020 | 10h44

Aplicativo para estudo de alunos da rede municipal de Porto Alegre passa a ter internet gratuita

Prefeitura assinou pacote de dados com operadoras de telefonia para que alunos parem de gastar dados móveis para enviar e receber trabalhos

Aplicativo para estudo de alunos da rede municipal de Porto Alegre passa a ter internet gratuita Diogo Sallaberry/Agencia RBS
A liberação da rede na plataforma será custeada pela prefeitura Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O aplicativo de estudo dos alunos do Ensino Fundamental rede pública de Porto Alegre, o Aluno POA, passou a ter a internet de graça. Desde a segunda-feira (31), os estudantes que precisam enviar e receber trabalhos, temas e aulas em vídeo não gastam mais os dados móveis dos seus celulares.

A iniciativa facilita o acesso para os estudantes que, desde o final de março, estão com aulas a distância em função da pandemia. O aplicativo já existia no período, mas com dados pagos. A liberação da rede na plataforma será custeada pela prefeitura através de contratos assinado com as operadoras de telefonia que atuam na cidade.

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O secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, afirma que o Executivo já tinha a intenção de disponibilizar o serviço, mas atrasou porque as "operadoras demoraram a achar a solução".  Na rede estadual gaúcha, o modelo semelhante foi liberado semana passada. Já no Estado de São Paulo, por exemplo, os dados gratuitos para os alunos estão disponíveis desde o final de maio. 

Enquanto o uso da internet é pago pela prefeitura, a liberação para uso da plataforma de gestão Córtex é feito com recursos doados pela iniciativa privada. O Grupo Gerdau arca com os R$ 1,23 por aluno.

A estimativa da prefeitura é de que 40 mil alunos do 1º ao 9º ano sejam beneficiados com a internet grátis no app — que só tem dados liberados no celular, em computadores, não.

Alunos sem celular podem marcar hora em escola

GaúchaZH questionou ao secretário sobre o qual a alternativa para os alunos que não têm acesso a um celular. Brito explicou que há soluções diferentes para cada dificuldade.

— O aluno que não tem internet tem a possibilidade de ir à escola, porque em todas temos a internet. Pode marcar a visita, sem aglomeração, já que há o plantão nas escolas desde julho. Ele pode usar o computador da escola ou ir até lá para retirar o material por meio físico, levando pra casa e depois voltando na escola para entregar, se for alguma tarefa ou atividade — informou.

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Para o estudante que não tem possibilidade nem de acessar pelo celular e nem de ir até a escola, o secretário disse que ele terá as aulas após o retorno das atividades presenciais:

— Nós vamos ter que repor as aulas para aqueles que não conseguiram contato de jeito nenhum quando voltarmos presencialmente.  

Sobre a qualidade do ensino durante o período em que os alunos estão em casa, o secretário admite que só terá uma "noção clara" quando for feita uma avaliação diagnóstica do progresso após o retorno das atividades presenciais.

— A situação é dramática. Estamos há muito tempo parados. A educação é uma experiência imersiva, para crianças isso é óbvio, e tudo isso não está acontecendo. Temos feito esforço enorme e acho que pode ter havido algum progresso nas turmas em que os alunos mantiveram o vínculo pela internet — projetou.

Apesar da proposta de calendário pelo governador para a volta às aulas, o secretário avalia que ainda depende de diálogo e avaliação interna do prefeito e demais órgãos do município. 

Como o aluno pode acessar 

  • O estudante precisa baixar, gratuitamente, o aplicativo Aluno POA na loja de apps do celular
  • Após isso, precisa informar dados cadastrais
  • O uso de dados na plataforma, como envio de fotos, recebimento de vídeos dos professores, não tem desconto de dados do plano
  • Outros acessos feitos pelo estudante, como WhatsApp ou Google, seguem tendo os dados descontados
 
 
 
 
 
 
 
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