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Seu Problema é Nosso10/09/2020 | 12h05Atualizada em 10/09/2020 | 12h14

Menina com paralisia cerebral faz vaquinha para realizar cirurgia, em Novo Hamburgo

Por conta da paralisia, jovem enfrenta um quadro severo de atrofia nas pernas, o que lhe causa fortes dores

Menina com paralisia cerebral faz vaquinha para realizar cirurgia, em Novo Hamburgo arquivo pessoal/arquivio pessoal
Ângela tem paralisia cerebral e um quadro severo de atrofia nas pernas Foto: arquivo pessoal / arquivio pessoal

Ângela Maria de Azeredo Rodrigues, 13 anos, apesar de jovem, já enfrentou muitos problemas e sabe o que é batalhar pela vida. Ela tem paralisia cerebral e, por conta desta condição, suas pernas estão ficando sem movimento. De acordo a cabeleireira desempregada Suzete Elisângela de Azeredo, 42 anos, mãe da menina, desde os 11 anos, Ângela sofre com dores e atrofia nos membros inferiores. 

Entretanto, apenas no início de 2020, três anos depois da piora do quadro, a jovem foi encaminhada para uma cirurgia de implante de bomba de baclofeno, um tipo de relaxante muscular específico para casos como este. Porém, logo após o encaminhamento, a pandemia chegou ao nosso país e deixou o processo de espera ainda mais lento. 

– Tudo o que eu queria era ver minha filha sentada e dar um banho de verdade nela, porque nem isso eu consigo fazer. Ela grita de dor quando se mexe, não consegue nem ao menos trocar de posição em cima da cama. Precisa ficar deitada só de um lado o tempo todo – explica a mãe. 

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Para tentar adiantar o processo, a família, então, criou uma vaquinha online para arrecadar o valor necessário e realizar a cirurgia de forma particular. O valor também servirá para manter o tratamento dela, após operação. A quantia pretendida é de R$ 10 mil, mas, depois de dois meses de criação, a família não conseguiu qualquer quantia. 

Fraldas

Ângela, a mais nova entre cinco irmãos, precisa tomar remédios, mas a situação financeira da família impacta a compra dos medicamentos. 

– Pra dor, ela toma dipirona, que é o que eu tenho condições de comprar. Mas eu sei que não faz muita diferença pro corpo dela. Ela também usa um remédio específico para a atrofia, que é um pouco mais caro, e esse nós não podemos ficar sem. Para cuidar dela, eu não posso trabalhar.

Prefeitura: sem estoque 

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado (SES) informou que a prefeitura de Novo Hamburgo tem gestão plena da saúde do município. Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde de Novo Hamburgo explicou que o tipo de cirurgia que Ângela precisa é regulada pelo governo estadual – indo contra o que foi dito pela SES – e que compete à prefeitura apenas a solicitação pelo sistema de Gerenciamento de Consultas (Gercon). O que já foi feito, de acordo com o órgão. A secretaria municipal também afirma que o gerenciamento e a marcação do procedimento são realizados pela Secretaria Estadual de Saúde. Sobre a situação das fraldas, o órgão esclareceu que o material está em falta e não há prazo definido para a normalização do estoque. 

Produção: Thayná Souza

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