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Seu Problema é Nosso05/02/2021 | 15h18Atualizada em 05/02/2021 | 15h25

Aposentada com Parkinson volta a receber recurso para compra de medicamento

Solange vive o dilema da falta do medicamento desde 2017. Após mais de três meses de espera, o problema foi resolvido na última semana

Aposentada com Parkinson volta a receber recurso para compra de medicamento Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Agora, Solange, pode ficar tranquila Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Na sexta-feira passada, a dona de casa aposentada Solange Vieira de Loreto, 54 anos, de Cachoeirinha, pode respirar aliviada. Depois de quatro meses de espera, foi disponibilizado, pelo Estado, o valor para a compra do medicamento que ameniza os sintomas da doença de Parkinson. 

O Diário Gaúcho acompanha o dilema da falta do medicamento de Solange desde 2017. A última reportagem sobre o problema foi publicada no dia 28 de dezembro do ano passado. Ela estava desde outubro sem obter o tratamento e, por isso, aguardava na justiça a liberação do valor necessário para aquisição do remédio, como já havia acontecido outras vezes. 

Sem estoque

Quando o fornecimento era regular, Solange conseguia retirar quatro caixas do Stalevo todo dia 28, na farmácia municipal. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), que fornece para o município, o motivo para a não entrega da substância era porque “o estoque do medicamento para mal de Parkinson requerido em juízo está zerado”. 

Já sobre o valor para aquisição, a SES explicou que a dispensação constava como bloqueada por receituário desatualizado e que a liberação seria efetuada quando houvesse a atualização. Conforme Solange, cerca de um mês após a reportagem, a Defensoria Pública deu o retorno sobre a liberação do valor. 

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– Vocês (do jornal) sempre me ajudam. Não fiquei sem o medicamento porque meu marido comprou. Se não fosse ele, não sei como minha situação ficaria – conta a dona de casa. 

Qualidade de vida

Sem tratamento, Solange tem atividades rotineiras do dia a dia, como lavar a louça, tomar banho e, até mesmo, caminhar, afetadas pela doença. Ainda na sexta-feira passada, ela pediu ao esposo que efetuasse a compra de 12 caixas do Stalevo. No comércio, cada caixa do tratamento pode chegar a R$ 240, mas em maior quantidade, pode sair com o preço mais em conta. Devido ao custo alto, quando o recurso do Estado falta, o orçamento da casa é prejudicado.

– Agora, estou bem mais tranquila. Essa quantidade dá para os próximos três meses – finaliza a dona de casa. 

Produção: Caroline Tidra

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