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Seu Problema é Nosso 05/03/2021 | 21h07Atualizada em 05/03/2021 | 21h07

Moradores do bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre, pedem cercamento de terreno baldio

O local tornou-se um centro de descarte para entulhos de obras, resíduos domésticos, móveis quebrados e, até mesmo, animais mortos

Moradores do bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre, pedem cercamento de terreno baldio Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Sujeira acumulada no terreno Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Há cerca de 12 anos, os moradores da Rua Itaboraí, localizada no bairro Jardim Botânico, Porto Alegre, lidam com problemas causados por um terreno baldio que virou depósito irregular de lixo. O local tornou-se um centro de descarte para entulhos de obras, resíduos domésticos, móveis quebrados e, até mesmo, animais mortos. Um grande transtorno que gera medo à comunidade pelo risco de contrair doenças. Hoje, a população local busca por soluções para que o terreno possa ser cercado e isolado de lixos e entulhos. 

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– Nós realizamos diversas reclamações através do 156 e inúmeras solicitações de limpeza e cercamento do terreno, mas sem sucesso. Agora, estamos nos mobilizando para alertar outras pessoas da região a ligarem para a ouvidoria – detalha a assistente administrativa Lucélia Gomes, 32 anos. 

Lucélia é uma das moradoras da região, próxima ao terreno baldio. Segundo ela, a situação preocupa todos os moradores quanto ao descarte de lixo. 

– Conseguimos visualizar que não são moradores daqui dessa região que descartam lixo no terreno, pois ( essas pessoas) vêm de carro e largam diversos conteúdos no espaço, como alimentos estragados, bichos mortos, restos de móveis e eletrodomésticos – relata. 

No dia 23 fevereiro deste ano, conforme a assistente administrativa, a prefeitura atendeu os moradores e realizou a limpeza do local. Entretanto, a ação deixou resíduos de sujeira no terreno e não solucionou totalmente o problema. 

– Precisamos de um isolamento do espaço e o encaminhamento da prefeitura para dar um destino a esse campo. Sabemos que as coisas não são rápidas, mas o terreno não pode ficar por isso mesmo – alerta. 

Doenças 

De acordo com Lucélia, esse lote era propriedade privada de uma construtora. Porém, em 2006, após várias reuniões entre a empresa, representantes da prefeitura e moradores, prefeitura e moradores, o terreno foi doado ao município. Segundo ela, um dos motivos de o local estar abandonado foi devido à obra de abertura da Rua Itaboraí que, até então, era uma via sem saída. 

Além do mato alto e do acúmulo de lixo, a moradora fica preocupada com a transmissão de doenças, como a dengue, e o perigo que o terreno oferece aos moradores quanto à segurança. 

– Pensamos no bem-estar do local público e da gente, para evitarmos algum tipo de doença vinda do terreno. Há cerca de um ano, por exemplo, morava uma senhora que teve a casa assaltada, e os ladrões fugiram pelo terreno baldio. Isso pode acontecer em qualquer casa, infelizmente. É uma questão de saúde e segurança – pondera. 

DMLU tem feito a limpeza de área 

Em 2006, a prefeitura cedeu o terreno da Rua Itaboraí para uso de uma instituição, que ficou responsável pela conservação, limpeza, manutenção e vigilância da área. Em janeiro de 2020, a entidade foi notificada, segundo a prefeitura, por ter descumprido a cláusula da permissão de uso que diz respeito à limpeza e conservação do terreno. Com isso, a permissão de uso foi revogada. Desde então, o DMLU realiza limpezas periódicas no terreno, e a última foi realizada há oito dias. 

No último dia 3, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMUrb), fez uma vistoria no terreno. A pasta afirma que “ estudos já estão sendo realizados entre as secretarias de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade e Segurança para encontrar uma solução para o local”. Entretanto, não há uma previsão de obras, pois a destinação do terreno está em análise. 

Produção: Vitória Fagundes


 
 
 
 
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