Moradores Restinga se mobilizam para instalação de brinquedos inclusivos - Notícias

Versão mobile

 
 

 Seu Problema é Nosso03/09/2021 | 17h29Atualizada em 03/09/2021 | 17h29

Moradores Restinga se mobilizam para instalação de brinquedos inclusivos

A comunidade pede ajuda para a inserção de brinquedos adaptados para as crianças com deficiência

Moradores Restinga se mobilizam para instalação de brinquedos inclusivos Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

É pensando na criançada que moradores do bairro Restinga, na Capital, se mobilizam para manter os cuidados e a manutenção da Super Praça Dois, que fica entre as Alamedas G, H e J. Na reportagem mais recente publicada pelo DG, em junho de 2021, a comunidade contou sobre a ação de revitalização que ocorreu em janeiro deste ano. Agora, os vizinhos pedem ajuda para a inserção de brinquedos inclusivos para as crianças com deficiência e equipamentos adaptados para os idosos.

Confira a matéria da Praça Dois publicada em 2016

O promotor de vendas Paulo Roberto Santos dos Santos, 36 anos, lembrou que o espaço está em uso por moradores, mas ficou um desconforto:

– Nas últimas semanas, notei que a pracinha não tem rampa de acesso, bancos com encosto para idosos ou brinquedos adaptados. 

Paulo explica que, na comunidade há, pelo menos, duas crianças e uma idosa cadeirantes que frequentam o local. 

– São crianças que vão na pracinha, mas ficam olhando as outras brincarem. Como é triste isso, essas crianças ficam deslocadas – lamenta. 

Leia Mais:
Escola municipal da Capital incentiva valorização da cultura indígena
Ex-alunos reformam praça de escola no bairro Medianeira
No mês de conscientização sobre esclerose múltipla, paciente interrompe tratamento por falta de medicação

Para entender melhor, o balanço inclusivo é um equipamento adaptado a pessoas que usam cadeira de rodas. A estrutura tem 2,50m de altura e possui uma rampa para subida de cadeira de rodas no balanço e assento para acompanhante.

Entre os idosos que frequentam a praça, está a aposentada Maria Ledi Silva da Silva, 79 anos. Segundo a nora, a professora Janaína de Oliveira Soares, 34 anos, Maria é cadeirante e, para levar a sogra ao parque, é preciso pedir ajuda. 

– Temos que levantar ou empinar a cadeira para entrar na praça. Isso causa desconfortos a ela. Não há rampa – relata. 

Pedidos feitos à prefeitura

Segundo Paulo, com a ajuda do DG, a praça recebeu doações de tintas e equipamentos para a sua revitalização. 

– Mas, agora, eu ficaria feliz de ter pelo menos um brinquedo inclusivo – diz. 

Paulo explica que a limpeza da praça é organizada por escala entre os vizinhos: as tarefas vão desde recolher o lixo e podar as árvores até plantar mudas no gramado. 

Conforme ele, a demanda dos moradores pela instalação de novos brinquedos adaptados para a pracinha, limpeza e poda de árvores foi solicitada à prefeitura por meio das secretarias de Serviços Urbanos (SMSUrb) e do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus). No entanto, os únicos retornos que Paulo recebeu foram relativos às limpezas semanais da praça.

Apesar de a Smamus orientar os moradores a formalizarem pedidos pelo 156, Paulo informou que, na última vez que ligou, o canal da prefeitura informou que este tipo de solicitação não deve ser feito ali. 

– Não conseguimos nem abrir um protocolo se eles não têm no sistema a solicitação – protesta. 

Orientação para registrar

Não há prazos para instalação de novos brinquedos adaptados na Praça Dois. Porém, a Smamus informou que “tem total interesse em atender a demanda da comunidade”. A pasta “orienta que seja formalizado o pedido pelo telefone 156 para que possa ser realizada análise técnica quanto à viabilidade da instalação e também previsão orçamentária para a solicitação”.

Produção: Vitória Fagundes

 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros