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Bicharada15/10/2021 | 16h03Atualizada em 15/10/2021 | 16h03

Animais encontram novos tutores e ganham a chance de um recomeço

Os cães, que estavam em lares de protetores, foram divulgados na seção Bicharada

Animais encontram novos tutores e ganham a chance de um recomeço Marco Favero / Agencia RBS/Agencia RBS
A cachorrinha Jaqueline se tornou parta da família de Suzana Foto: Marco Favero / Agencia RBS / Agencia RBS

Após perderem seus tutores ou passarem por situações de maus-tratos, muitos cães são  colhidos por protetores enquanto aguardam famílias que escolham adotá-los. Dois desses animais, que apareceram em publicações do DG, hoje estão vivenciando um novo capitulo em suas histórias depois de serem adotados. Conheça a trajetória dos cães Jaqueline e Tabaré e a construção de suas relações com os novos tutores. 

Ainda filhote, a cachorrinha Jaqueline foi abandonada no portão da casa de Nilza Vaz Corvelo, protetora do bairro Lomba do Pinheiro, na Capital. Em 7 de julho, quando o Diário contou a história de dona Nilza, Jaqueline foi um dos animais apresentados como aptos para adoção. E é exatamente neste ponto que a história da cachorrinha se conecta com a da leitora Suzana Rodrigues, 58 anos. Foi lendo o DG que a aposentada, moradora do bairro Restinga, conheceu a cachorrinha e decidiu adotá-la.

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Abandonado no início deste ano, o animal estava amarrado por arames. O material começava a fazer uma ferida em seu pescoço. Nilza deu os cuidados necessários para se recuperar. Suzana explica que se encantou pela cachorra assim que a viu na publicação. É que Jaqueline é muito parecida com seu cão que faleceu em 2020, após 16 anos em sua companhia. A semelhança, além de comovê-la, fez com que tomasse a decisão de adotar a mascote.

Companheiros

– Ela é arteira, porque é bebê, mas é amável, carinhosa, uma cachorra doce. E os bichos têm sentimentos. Eles sabem quando o ser humano não está bem, sabem nos dar carinho na hora certa. São amigos e nos entendem – comenta.

Suzana perdeu seu irmão em 2020, e hoje tem ajudado a mãe no tratamento de problemas de saúde. Diante das dificuldades, ela conta que, além da família, seus bichos são importante companhia para passar pelos sentimentos de saudade e tristeza. Com Jaqueline, são cinco os cães da residência.

– Eu amo meus bichinhos, transmitem alegria para nós. E agora me apaixonei pela Jaqueline. Está aqui a nova moradora da nossa residência – completa a aposentada, ao falar que a cachorrinha se adaptou bem com a sua família e com os outros mascotes.

Já dona Nilza, a protetora que resgatou Jaqueline, comemora o fato de o bichinho estar hoje em um bom lar. E, após a publicação no DG, conseguiu adotantes para outros cães – sem contar o grande apoio que recebeu. Leitores do jornal fizeram doações de 100 quilos de ração e 50 quilos de arroz para os animais acolhidos em sua casa.

Era Rodolfo e virou Tabaré 

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Aline tem dado todos os cuidados que o mascote necessitaFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A mobilização de voluntários da causa animal foi essencial para que a história do cão Tabaré – e-xRodolfo – tivesse um final feliz. Ele foi um dos 50 cães resgatados por dona Maria, idosa que vivia em um sítio em Viamão. Em 2019, após uma queda, ela não resistiu e faleceu.

Durante um período, a família pagou para que um vizinho fosse lá uma vez por dia, para alimentar os animais e limpar seu espaço. A auxiliar administrativa Marcia Deniz Mayer Guedes, 44 anos, moradora do bairro Bela Vista, em Alvorada, se comoveu com a história e, com voluntários do projeto Focinhos de Amor, se mobilizou para que todos os animais fossem adotados. O projeto contou com o apoio de fotógrafos, que fizeram retratos dos cãozinhos. Da turma de 50 animais, apenas seis aguardam para serem adotados. 

– Foram muitos os desafios para a adoção deles. É comum haver preconceito em relação a cachorros adultos – diz Marcia.

Tabaré, cão idoso, foi adotado em setembro. Ele já havia sido divulgado na seção Bicharada duas vezes. No entanto, ainda não havia sido escolhido. Além de idoso, ele tem uma deficiência em uma das patinhas, o que afastava os possíveis adotantes, diz Marcia:

– Uma pessoa disse que o queria. Estava tudo certo, combinamos a entrega. Quando falamos da patinha dele, a pessoa simplesmente desistiu.

A história ganhou um novo capítulo quando a maquiadora Aline Matias, 50 anos, de Porto Alegre, leu uma postagem em uma rede social em que a história do cãozinho era apresentada.

– Tive insônia e fui em um grupo de adoção de animais no Facebook. Ali, vi o texto sobre ele – relembra a tutora, que decidiu, após adotá-lo, trocar o nome de Rodolfo para Tabaré em homenagem ao ex-presidente do Uruguai Tabaré Vásquez.

– Ele é a cara do Tabaré Vázquez, que eu tive o prazer de conhecer. Comecei a chamá-lo de Tabaré, e ele gostou muito do nome – conta.

A tutora explica que, desde o primeiro momento, se sentiu bastante segura para encarar a responsabilidade. Ela já havia visto muitos amigos terem experiências bem-sucedidas com a adoção de cães adultos.

Adaptação

Durante todos os anos em que viveu em Viamão, Tabaré dividiu com outros cães um espaço pequeno, levando em consideração a quantidade total de animais. Aline explica que, nos primeiros dias, estranhou bastante o novo lar. Mas tem se adaptado bem. Tabaré começou um tratamento dentário e um acompanhamento para tratar de questões estomacais que surgiram por causa da idade. O principal desafio, hoje, é fazer com que ele se acostume à coleira.

Produção: Émerson Santos e Kênia Fialho

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