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Seu Problema é Nosso04/04/2022 | 13h50Atualizada em 04/04/2022 | 13h50

Atleta de Jaguarão busca apoio para competir no Exterior

Rodrigo Gonçalves Gomes coleciona títulos nacionais e internacionais no atletismo de força

Atleta de Jaguarão busca apoio para competir no Exterior Anderson Romão Oliveira / Reprodução/Reprodução
Dentre os recordes de peso, estão o levantamento de 320 quilos e a movimentação de um caminhão de 30 toneladas Foto: Anderson Romão Oliveira / Reprodução / Reprodução

A primeira vez em que o mecânico e atleta amador Rodrigo Gonçalves Gomes, 42 anos, teve contato com esportes de força foi assistindo competições pela televisão. Por ter começado a trabalhar aos 10 anos, não conseguiu praticar esportes tanto quanto gostaria. Hoje, mesmo sem patrocínio, o morador de Jaguarão, na zona sul do Estado, coleciona títulos nacionais e internacionais no atletismo de força, mais conhecido nas competições como strongman. 

Em 2022, o atleta se prepara para participar de dois campeonatos: o Arnold South American, que será realizado no dia 29 de abril, em São Paulo, e o campeonato Arizona’s Strongest 2022, nos Estados Unidos, que começa no dia 12 de junho. Para o primeiro, o atleta precisa arrecadar cerca de R$ 4 mil. Já para o segundo, em torno de R$ 20 mil.

– Apesar de saber que sou muito bom no que faço, confesso que estou sem esperanças de participar desse campeonato internacional. O apoio tem sido mínimo – lamenta o atleta.

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Recordes

Rodrigo se aproximou do atletismo de força em 2016, quando enfrentou a obesidade. Além de cuidar da alimentação, ele passou a praticar atividades físicas. Em 2018, começou a participar de competições. O atleta conta que venceu todos os campeonatos dos quais participou até hoje. Somente no Rio Grande do Sul, foram cerca de oito eventos. 

Apesar de trabalhar de sete a nove horas por dia, ele fez questão de organizar a rotina de modo que os treinos possam ser realizados pela manhã, antes do almoço e à noite. Até o momento, Rodrigo tem os títulos de campeão brasileiro, bicampeão uruguaio e vice-campeão boliviano. Em 2020, ficou em 24º lugar entre os melhores atletas amadores do mundo. Dentre os recordes de peso, estão o levantamento de 320 quilos e a movimentação de um caminhão de 30 toneladas.

– Em um dos campeonatos que participei, não tinha dinheiro para nada. Fui e paguei tudo com cartão de crédito. Estou pagando até hoje – relembra o competidor.

Campanhas

Para arcar com as despesas nas competições, Rodrigo e a esposa, a dona de casa Elisangela Bardalho Gomes, 39 anos, criaram diferentes estratégias para arrecadar os valores necessários. Após receberem a doação de uma ovelha, eles compraram outros itens e fizeram um kit de Páscoa para ser sorteado no valor de R$ 5. O casal também está vendendo camisetas esportivas com o nome do atleta pelo valor de R$ 50. Por meio de doações, Rodrigo e Elisangela conseguiram reunir cerca de R$ 600 em prêmios que são sorteados pela rede social Instagram.

– Por lá, nós contamos os prêmios que estão sendo sorteados, estipulamos um valor mínimo e realizamos o sorteio. Mas, infelizmente, conseguimos arrecadar somente R$ 50 por meio dessa estratégia – destaca Rodrigo.

Atleta de força amador Rodrigo Gonçalves Gomes, de Jaguarão, busca apoio financeiro para competir nos Estados Unidos<!-- NICAID(15055394) -->
Atleta segue participante de competições mesmo sem apoio financeiroFoto: Reprodução / Arquivo Pessoal

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Sonho: apoiar novos colegas

Para se tornar profissional, explica Rodrigo, é preciso estar no circuito de competições que ocorre nos Estados Unidos e em países europeus. O atleta lamenta o fato de o atletismo de força não ser tão valorizado nacionalmente. Isso, segundo ele, dificulta a adesão de novos interessados. 

Além disso, a falta de patrocínios e incentivos financeiros torna a participação nas disputas ainda mais complicada. Apesar de todos os títulos conquistados até o momento, Rodrigo afirma não ter ganho prêmios em dinheiro até hoje. Das parcerias que surgiram, ele conta hoje com o apoio de uma barbearia de Pelotas, que oferece cortes de cabelos gratuitos, e o acompanhamento de um fisioterapeuta na mesma cidade. 

Mas a distância de mais de 143 quilômetros faz com que o atleta não tenha recursos para realizar os cortes e o acompanhamento na frequência ideal. Todas essas dificuldades fizeram com que surgisse o sonho de lançar um projeto social que possa ser um incentivo para atletas dessa modalidade:

– Pretendo, futuramente, facilitar para os outros esse caminho que está sendo tão difícil pra mim. Sonho em apoiar novos atletas.

SAIBA COMO AJUDAR

/// Para contribuir, entre em contato com Rodrigo pelo WhatsApp (53) 99241-1936 ou pelo Instagram @rodrigostrongs.

Produção: Kênia Fialho

 
 
 
 
 
 
 
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