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Coluna Lado C23/09/2017 | 12h00Atualizada em 23/09/2017 | 12h00

Márcio Chagas da Silva fala sobre a sua relação com os árbitros: "Entendem que eu estou trabalhando"

Comentarista, que passou 15 anos apitando jogos de futebol, diz que estar do outro lado, na televisão, é mais complicado

Márcio Chagas da Silva fala sobre a sua relação com os árbitros: "Entendem que eu estou trabalhando" G1 RS/Divulgação
Márcio foi eleito o melhor árbitro do Estado cinco vezes Foto: G1 RS / Divulgação

Na coluna deste final de semana, o árbitro porto-alegrense Márcio Chagas da Silva, 41 anos, conta os altos e baixos da carreira, como é estar do outro lado e revela a grande paixão por outro esporte que não é o futebol. Confere aí!

Como você descobriu a paixão pela arbitragem?
Sempre tive um envolvimento com o esporte... desde criança. Foi o que me fez cursar Educação Física e fazer o curso de arbitragem.

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Nesses 15 anos de arbitragem, certamente, existiram alguns momentos marcantes.
Sim, eu atuei como árbitro de 1999 a 2014. A arbitragem proporciona momentos marcantes. Positivamente, foi ter sido eleito o melhor árbitro do Estado cinco vezes (2008, 2011, 2012, 2013 e 2014), o que me oportunizou estar hoje na função de comentarista de arbitragem do Grupo RBS. Negativamente, foi o episódio de racismo ocorrido em Bento Gonçalves (em 2014).

O que é mais difícil na arbitragem?
O futebol é muito dinâmico e requer uma boa preparação, não só fisicamente, mas mentalmente. Só assim, tu consegues lidar com as  situações de conflito que os jogos apresentam.

Como é estar “do outro lado”, analisando e comentando o trabalho dos árbitros?
É muito mais difícil do que estar atuando e decidindo a partida. Há muitos ângulos e detalhes para analisar o lance. Consequentemente, a informação e o esclarecimento ao telespectador têm que ser feitos de forma clara e didática para que as pessoas compreendam.

Marcio Chagas (E) com os colegas da RBS TV Luciano Périco e Maurício Saraiva, antes de uma transmissão esportiva.
Ao lado de Lucianinho (no centro) e MaurícioFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Como é a relação com os árbitros? Eles entendem teu trabalho?
Os colegas mais maduros e experientes mantêm o mesmo tratamento da época em que fui colega deles, pois entendem que estou trabalhando e tenho que apontar eventuais equívocos e enaltecer os acertos também. Normalmente, quem faz cara feia são os mais novatos que estão buscando espaço e não conseguem assimilar a crítica como forma de melhorar seu trabalho. É do jogo.

O que é mais fácil: apitar ou comentar na TV?
Fazer televisão parece fácil quando se vê de casa, mas é muito difícil, ainda mais ao vivo. No início, ficava ansioso e muito nervoso em participar do Globo Esporte. Hoje, me sinto à vontade dividindo a cabine com os amigos e colegas Maurício Saraiva e Luciano Périco.

E o basquete? Conta essa tua paixão! Já foste campeão?
O basquete é paixão antiga, desde a época de infância e adolescência. Por intermédio dele, pude estudar numa boa escola, no ensino médio, e cursar Educação Física. Jogo no time master de basquete da Sogipa. Sempre que consigo conciliar a folga da RBS, eu participo das competições estaduais. Fui campeão estadual em 2015/2016. É muito legal, revejo os amigos e ídolos. Acredito que o esporte, independentemente da modalidade, é uma forma de convívio social e de crescimento humano. Espero que os meus filhos, Miguel e Joana, tenham essa vivência.

Marcio Chagas e o time de basquete da SOGIPA de 1992.
Márcio, com seu time de basquete: de pé, ele é o segundo da esquerda para a direitaFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
Marcio Chagas e o filho Miguel, quatro anos.
Com o pequeno Miguel, seu filhoFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal


 

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