Menina aguarda por órtese para poder retirar gesso da perna e caminhar normalmente, em Viamão - Notícias

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Seu problema é nosso19/03/2018 | 09h43Atualizada em 19/03/2018 | 09h46

Menina aguarda por órtese para poder retirar gesso da perna e caminhar normalmente, em Viamão

Kauany tem facilidade em quebrar os ossos e, por isso, já passou por diversos procedimentos para controlar o problema de saúde. Precisa da órtese para imobilizar ou auxiliar os movimentos

Menina aguarda por órtese para poder retirar gesso da perna e caminhar normalmente, em Viamão Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Receituário de Kauany atesta a necessidade de órtese articulada para o joelho Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Kauany Cardoso, cinco anos, moradora de Viamão, nasceu com neurofibromatose congênita — doença que provoca tumores no cérebro, na medula espinhal e nos nervos. Ela tem facilidade em quebrar os ossos e, por isso, já passou por diversos procedimentos para controlar o problema de saúde. 

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Após passar por uma cirurgia de remoção do fixador externo e estar há quatro meses com a perna esquerda engessada, agora ela precisa de uma órtese — aparelho externo para imobilizar ou auxiliar os movimentos — para poder voltar a brincar. 

Peregrinação 

Mãe de Kauany, a vendedora desempregada Janaína Cardoso, 28 anos, salienta que a espera prejudica a saúde da menina: 

— Ela já poderia tirar o gesso mas, sem a órtese, o médico não irá remover. E, se ela ficar muito tempo imobilizada, poderá machucar o joelho, pois ficará muito tempo parada. 

Em 1 º de novembro de 2017, o Diário Gaúcho contou a história da menina. A família reclamava que a remoção do fixador externo estava atrasada em seis meses. O equipamento deveria ter sido retirado depois de nove meses de uso, mas acabou ficando na menina por mais de um ano — foram 15 meses, no total. 

Kauany está com o gesso na perna esquerda há quatro mesesFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Ele foi colocado para controlar o desenvolvimento da doença, fazendo com que os ossos da perna permanecessem unidos. Um mês depois da publicação, Kauany já estava em casa, se recuperando da cirurgia de remoção, feita no dia 14 de novembro. 

Sem uma data prevista para conseguir a órtese, Janaína conta que recebe orientação para esperar: 

— A Secretaria de Saúde de Viamão me diz que preciso aguardar o Estado liberar. 

Secretaria pede por mais informações 

A Secretaria de Saúde de Viamão afirmou que o pedido da órtese e da reabilitação foi feito em 14 de fevereiro ao órgão estadual. Ele ficou sem resposta até quarta- feira passada, quando a reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), cobrando uma posição. 

Em nota, a SES informou que, no cadastro de Kauany, constava apenas o pedido de reabilitação médica, sem a órtese, e que era preciso um detalhamento na evolução do caso. 

Após contato com familiares da paciente, a prefeitura se propõe a encaminhar para a SES as atualizações sobre o caso da menina até o final do dia de hoje. Com o recebimento do prontuário atualizado, a SES garantiu que dará acesso à consulta especializada. 

*Produção: Eduarda Endler 

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