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Seu problema é nosso08/06/2018 | 09h43Atualizada em 08/06/2018 | 09h43

Família recebe aluguel social atrasado após reportagem do Diário, em Porto Alegre

A situação do bombeiro civil Ivan Santos e da sua mãe, a doméstica Maria Genecia, foi contada pelo Diário Gaúcho no dia 9 de maio

Família recebe aluguel social atrasado após reportagem do Diário, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Ivan e a mãe, Maria, respiram aliviados Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

O bombeiro civil Ivan Luís Santos de Lima, 31 anos, e sua mãe, a doméstica Maria Geneci Silva dos Santos, 60 anos, comemoram a normalização de um problema que durava seis meses. 

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Moradores do bairro Campo Novo, em Porto Alegre, eles fazem parte do programa do aluguel social há cerca de cinco anos, mas, desde novembro do ano passado, estavam sem receber o benefício. Agora, depois de receber os sete pagamentos que estavam atrasados, Ivan conta que estão aliviados: 

— Finalmente tivemos uma certa sensação de tranquilidade, depois de tanto tempo sem ter uma resposta. 

O benefício, concedido mensalmente em caráter de urgência pela prefeitura, atende famílias que estão sem moradia. A situação do bombeiro e da doméstica foi contada pelo Diário Gaúcho no dia 9 de maio. O retorno foi dado com agilidade, após a publicação: 

— Penso que a resposta do órgão municipal foi tão rápida em função da cobrança que o Diário fez — explica o bombeiro. 

Ivan e sua mãe, que moram em casas próximas no bairro da Zona Sul, deixaram de receber R$ 500 por mês durante o último período de renovação, no final de 2017. Mesmo com constantes ligações para o Departamento Municipal de Habitação (Demhab), o bombeiro civil não tinha retorno. 

A história de aluguel social deles começou quando mãe e filho precisaram deixar suas casas na Vila Pedreira, bairro Cruzeiro, em 2013, por causa da duplicação da Avenida Tronco. A promessa era de que a obra ficaria pronta para a Copa do Mundo de 2014. Até hoje, porém, não foi concluída

Em abril, a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão afirmou para GaúchaZH que a construção seria retomada até junho. Sobre este prazo, a pasta não deu retorno até o fechamento desta reportagem. 

— Foram promessas vazias. Especialmente lá no início, quando falaram que iríamos voltar para a Vila Pedreira em oito meses. 

Desde 2013, Ivan e Maria Geneci recebem o mesmo valor da prefeitura, sem reajustes — mesmo com aumentos no aluguel ou novas exigências do locatário. O atraso de sete meses no pagamento gerou uma situação constrangedora para o morador, que não sabia mais como explicar ao dono da residência o motivo da demora no pagamento. 

— Estava com muita vergonha. Ele também precisava daquilo, é o sustento dele. O problema não afetava mais só minha mãe e eu, mas outras pessoas que não tinham relação direta com o problema. 

Auditoria influenciou nos atrasos 

O Demhab explicou que a demora na assinatura dos contratos de Ivan e Maria Geneci aconteceu em função de problemas na renovação do benefício. 

Na mesma época em que os documentos do bombeiro e da doméstica foram entregues, o aluguel social estava passando por uma auditoria da prefeitura para evitar fraudes no repasse dos recursos. Agora, a família comemora o final de um período difícil. 

— Agradeço muito ao Diário por ter nos ajudado neste momento. Vamos torcer para que, nos próximos meses, os pagamentos estejam normalizados — diz Ivan.

*Produção: Leticia Gomes 

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