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Seu Problema é Nosso23/11/2018 | 11h08Atualizada em 23/11/2018 | 11h08

Após vaquinha, Banda Comunitária de Viamão vence campeonato

O projeto social que reúne jovens e crianças organizou uma vaquinha online para competir no Campeonato Sul-Brasileiro de Bandas Marciais e Fanfarras de 2018

Após vaquinha, Banda Comunitária de Viamão vence campeonato LeitorDG / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
A banda se apresentou em Capão da Canoa depois de arrecadar o valor Foto: LeitorDG / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Vitória. Desde sábado passado, essa é a palavra que enche o peito dos jovens que integram a Banda Comunitária de Viamão (BCV), após a premiada participação no Campeonato Sul-Brasileiro de Bandas e Fanfarras, em Capão da Canoa

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Os valores das inscrições na competição foram pagos com dinheiro obtido em uma vaquinha online, que atingiu o objetivo de R$ 1 mil após publicação no Diário, em 29 de outubro.  Antes da publicação, cerca de R$ 800 haviam sido arrecadados, conta o professor de música e criador da banda, Éwerton Souza, 23 anos: 

— Foi uma experiência incrível para mim, para os pais e, em especial, para os componentes da banda. Conhecemos outras bandas que vieram do Paraná e de Santa Catarina, ficamos encantados de poder prestigiar e aprender um pouco mais. 

No Litoral, a BCV conseguiu, de graça, dois espaços para a gurizada ficar hospedada durante os dois dias de competição, em 16 e 17 de novembro. Os alojamentos contaram com a supervisão de pais voluntários – que também ficaram responsáveis pelo preparo das refeições. 

Experiência

Para o professor, a participação no campeonato foi um sonho realizado, sendo coroado com a premiação em duas categorias, além de prêmios individuais. 

— Nunca imaginamos que chegaríamos tão longe assim — conta. 

Estudante do 2 º ano do Ensino Médio e integrante desde o início da BCV, Maria Eduarda Reis, 17 anos, conta que nada foi fácil na viagem até o Litoral. 

— Passamos por muitos sufocos para conseguir sair de Viamão. Foi e sempre é gratificante viver uma experiência como esta. O choro depois da apresentação foi de alívio, foi de felicidade por tudo ter dado certo depois de inúmeros altos e baixos, foi inexplicável e mágico — conta Maria Eduarda, emocionada. 

Otimistas com o futuro 

A banda é um projeto social que atende 45 jovens, dos oito aos 24 anos, na Associação Esportiva e Recreativa do bairro Índio Jari.  Conforme o professor Éwerton, a BCV é um instrumento de incentivo à organização, à responsabilidade, à melhora da autoestima dos participantes e ao desenvolvimento de trabalho em grupo. 

E não vai parar por aí: ele conta que há muitos planos, como a melhora dos instrumentos e dos uniformes. 

— Vamos sentar para colocar no papel. Nós precisamos de alguns instrumentos que não temos. Também precisamos de sapatos. Iremos batalhar para tudo isso, pois tudo é em prol da felicidade de nossos alunos. Para eles a banda é como se fosse a segunda família e não iremos deixar isso acabar — finaliza. 

Produção: Ásafe Bueno 

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